Pesquisadores da UFPA publicam artigo sobre a emissão de gases de efeito estufa no aterro do Aurá no Pará

Foto: Reprodução Google

O aterro do Aurá ou “Lixão do Aurá” como é popularmente conhecido, no período de 1991 até 2015, foi o maior espaço de destinação dos resíduos sólidos urbanos dos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no estado do Pará. No entanto, a sua contribuição para as emissões de gases de efeito estufa ainda não havia sido estudada de maneira adequada.

A partir dessas problemáticas, os pesquisadores Breno Imbiriba, Jade Rebeka Ramos, Renato Silva, José Cattanio, Luciano Louzada e Thomas A. Mitschein da Universidade Federal do Pará, publicaram na Revista Internacional de Gerenciamento Integrado de Resíduos, Ciência e Tecnologia Waste Management da Elsevier o artigo intitulado “Estimates of methane emissions and comparison with gas mass burned in CDM action in a large landfill in Eastern Amazon” (Estimativas das emissões de metano e comparação com a massa de gás queimada na ação do MDL em um grande aterro na Amazônia Oriental, em tradução livre).

A pesquisa utilizou os dados do sistema de coleta e queima de gás implantado no Aurá durante dez anos (1997 – 2017), para modelar as emissões totais do aterro durante toda a sua vida útil. O estudo, é resultado do trabalho conjunto entre o Programa Trópico em Movimento, a Faculdade de Meteorologia e os Programas de Pós-graduação em Ciências Ambientas e em Gestão de Riscos e Desastres da UFPA, Coordenado pelo professor Breno Imbiriba.

A pesquisa – O trabalho dos pesquisadores demonstra que a decomposição de matéria orgânica no lixão do Aurá, ocorre de forma bem mais acelerada do que em modelos amplamente utilizados, como o do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e ainda, que até 48% das emissões de gases já haviam ocorrido antes da implantação do sistema de coleta. Segundo o Coordenador do estudo, Breno Imbiriba, “É necessária a implantação de sistemas de queima e coleta nas fases iniciais da vida útil do aterro”, afirma o professor.

Os pesquisadores estimam que a partir de 2015, o aterro do Aurá emitirá 19% do total das suas emissões de gases e que a quantidade total de metano emitida pelo aterro convertida em toneladas de carbono equivalente, varia entre 9,4 e 9,8 milhões de toneladas.

“Para se ter uma ideia da quantidade, isso equivale no mínimo a uma área de floresta virgem de aproximadamente 480km², ou seja 45% de toda a área do município de Belém”, explica Breno Imbiriba.

 

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