Artigo: Parauapebas Tem Futuro

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“Ainda não vimos o fundo do poço” PARAUAPEBAS TEM FUTURO!

Parauapebas, atualmente, para investidores nacionais e estrangeiros é estratégica para investimentos atuais e futuros na região sudeste do Pará . Devido entradas de novas tecnologias no processo mineral , garantindo baixo custo de produção e maior produtividade na exploração do maior complexo de extração mineral de ferro do planeta situado na região. Para estes investidores nacionais e estrangeiros que detêm o fornecimento de processos , produtos e serviços da tecnologia embarcada dos novos métodos de exploração mineral da Mina do S11D , estão aguardando a definição da nova ordem econômica do país e pelo sentimento da grande maioria a situação do país ainda vai demorar recuperar. Por enquanto, não enxergam o fundo do poço nem a luz no fim do túnel — mesmo garantindo que tem interesse em investir na região e procuram por notícias positivas na retomada de crescimento e estabilidade econômica do país para mitigar o risco nos investimentos fora de suas bases atuais.O sentimento é mesmo que o governo consiga colocar algumas medidas de ajuste em prática nos próximos meses, vai demorar até que elas apareçam nos dados econômicos. Com essa demora, é grande a chance de Fitch e Moody’s seguirem a Standard&Poor’s, também rebaixando a nota do Brasil. Ao contrário da maioria dos brasileiros, que ficam arrepiados de ouvir que o dólar chegou a R$ 4, esse patamar pode na verdade, ajudar a economia. Isso porque o câmbio desvalorizado ajuda a indústria exportadora e um bom desempenho e resultado nesse setor pode estimular os investimentos na região e ajudar a economia do município a retomar o crescimento de forma sustentável dentro de uma nova ordem econômica e organização de sua estabilidade social.

Como avaliamos a atual situação do Brasil?No momento, a situação é de um desequilíbrio fiscal preocupante equivalente a 9,3% do PIB uma endividamento crescente em relação ao PIB , um alto déficit em conta corrente, um déficit orçamentário, uma previsão negativa no orçamento… Mas o maior problema agora é que as opções do governo para dar um pontapé na economia, que está em recessão, são muito limitadas. Esse é o panorama macroeconômico. Falando de mercado de capitais, o preço das ações caiu, mas ao mesmo tempo os ganhos estão muito baixos. Ainda não vemos esse momento como uma boa hora para entrar no mercado. O prêmio de risco simplesmente não está atraente. Estamos em um momento de espera em relação ao Brasil desde antes das eleições presidenciais no ano passado e continuamos esperando a quatro anos quando iniciou se o processo recessivo no país. Por que as opções do governo são limitadas? O maior problema é que o déficit do orçamento é tão grande que não dá para estimular a economia através de medidas fiscais. Acredito que a única maneira de iniciar uma recuperação econômica é através da exportação de forma racional e sustentável focada em politicas de desenvolvimento econômico e social com maior investimentos na economia criativa e programas de transferência de renda eficazes , Quero dizer, o Brasil é um grande exportador de commodities, como soja e minério de ferro e não pode permanecer com esta logica perversa e exploradora . . A moeda terá uma desvalorização ainda maior? Porque R$ 4 já é um nível bem alto considerando o histórico do real.Já houve uma desvalorização significativa. Mas nossa previsão para o dólar no primeiro trimestre de 2016 é por volta de R$ 4,30. Não vemos uma mudança de rumo imediata.Por quê?A razão para isso é que alguns investidores só podem colocar dinheiro onde há grau de investimento. Agora que o Brasil foi rebaixado, esses investidores são obrigados a vender. Quem fica tem duas opções: esperar que a Moody’s e a Fitch não rebaixem o país ou diminuir sua exposição.Se você tem um déficit em conta corrente, há duas medidas para tentar compensá-lo: o Investimento Estrangeiro Direto (IED) ou movimentação no mercado de ações ou títulos públicos. O dinheiro dos IEDs é realmente o que fica, quando as companhias decidem investir. O problema é que empresas estrangeiras agora estão hesitantes de investir no Brasil simplesmente porque não querem colocar capital em um mercado em recessão. Então os IEDs provavelmente não vão aumentar, nem os investimentos em ações e em títulos e essa é uma situação bem difícil.Basicamente, uma espiral negativa para os investimentos?Isso é extremamente perigoso. Há uma limite tênue para ficar preso em um ciclo vicioso de inflação alta, taxas de juros altas e recessão, o que leva a uma deterioração da situação fiscal , desequilíbrio econômico e aumenta a relação dívida/PIB.

O Brasil tem o risco de cair nesse ciclo. E isso vai levar os investidores a exigirem maiores juros para manter títulos brasileiros e por aí vai.Os investidores já estão demandando maiores taxas de juros?Não sou especialista em títulos públicos. Mas em relação às ações, o prêmio de risco não está atraente. A vantagem do Brasil é que o câmbio flutua juntamente com o mercado de ações. Agora o mercado está negativo, a moeda está se desvalorizando. Mas isso também vale para o momento de valorização. Isso é particularmente interessante para investidores porque se enxergarmos o fundo do poço, os investidores voltarão, sem dúvida, mas ainda não vimos o fundo do poço. E nesse momento um investidor arrisca perder dinheiro em ações, bem como no câmbio, porque no fim das contas ele está investido em reais.A Moody’s e a Fitch também rebaixarão o Brasil? A S&P foi a primeira, mas a tendência é negativa. Para ser sincero, não vejo luz no fim do túnel. As agencias estão procurando constantemente por gatilhos positivos e enquanto não os enxergar acredito que as outras duas agências vão rebaixar o país. O governo não tem tempo suficiente para mudar a situação até a próxima eleição.Estaremos em uma situação difícil até 2016?Não exatamente. O governo tenta melhorar a situação, mas cada decisão precisa passar pelo legislativo e tudo leva tempo. Aí, as medidas precisam se tornar efetivas e seus efeitos precisam ser vistos nos números econômicos e na situação fiscal do município. E isso leva pelo menos dois anos a jusante e a montante do atual período fiscal. A próxima eleição é em outubro de 2016, então eles têm até fevereiro ou março de 2016, porque depois todo mundo estará focado nas eleições. Então, o tempo é curto.No curto prazo, então, e os investidores não verão dias melhores?É. Leva tempo. Várias medidas foram tomadas, mas não dá para fazer qualquer coisa. O Brasil já está em recessão o município está afetado, há limites de quanto você pode cortar o orçamento.

É preciso equilibrar os cortes, sem aprofundar a recessão. A receita, com certeza, vai diminuir e o ajuste das contas publicas ´vital e necessário.O Brasil será afetado por ouro efeito externo ?Isso não é mais um elemento-chave. Mesmo se o FED elevar os juros em 0,25% — e se ele fizer isso haverá uma longa pausa até o próximo aumento –, isso já está no mercado. Normalmente, no passado, quanto o FED adiava um aumento de juros, havia um alívio no câmbio dos países emergentes e nas ações. Dessa vez isso não aconteceu. Eu acho que já está precificado.Qual o cenário de curto prazo?Não sabemos quanto tempo essa situação vai durar. Se há um ano e oito meses atrás eu tivesse mantido as previsões otimistas do então secretario de planejamento do município feito uma previsão futurista em base fora de nossa realidade eu estaria completamente errado e o município em uma situação delicada e endividado devido sua alavancagem sustentada por uma base de dados irreal. O município é uma economia aberta, focado na cadeia extrativa mineral de base exportadora depende de muitos fatores inclusive do mercado externo.chegamos à essa situação muito rapidamente?A desvalorização da moeda foi uma surpresa. Foi muito rápido.Temos uma crise fiscal, queda na arrecadação, mas também temos uma crise política. Você leva isso em consideração?Acompanho as medidas que são tomadas, o que passou no legislativo, as ações tomadas para a reforma… Acompanho essas notícias porque elas me dizem se o governo está tendo reciprocidade em mudar o rumo da economia ou não. E isso tem um impacto nas politicas publicas e no plano de governo.O ponto é achar equilíbrio entre a nova receita e os gastos públicos. No final das contas, o real desvalorizado é bom para a indústria extrativa mineral e si bem aproveitado pode melhorar bastante a qualidade de vida da população , mas o que aconteceu durante o boom das commodities é que esse situação e oportunidade não proporcionou o retorno para o município mitigando os impactos sociais com obras de infraestrutura. Então o jeito é torcer para o país voltar a crescer e desenvolver novas matrizes economica para o município e região? É o que estamos viabilizando dentro deste novo cenário socioeconômico da região.

Conforme projetos elaborados e em discussões com as partes interessadas e consideramos que próximo ciclo de desenvolvimento e o impulso positivo do desenvolvimento sustentável regional provavelmente virá da infraestrutura já implantada na região e a integração dos modais de logística desenvolvidos para região , verticalização da indústria alimentícia , centros de distribuição de bens de capital , centros de distribuição da indústria farmacêutica e cosméticos , agro indústria , indústria de essências naturais e biomassa , entrepostos de produtos e equipamentos importados de maior valor agregado e o setor de serviços aeroportuários , aeroporto industrial na região . É um ciclo normal para um município cujo DNA é a mineração e sua cadeia produtiva situada em uma região estratégica em um país de commodities como o Brasil, Índia, Rússia países em desenvolvimento que buscam viabilizar seu crescimento e sustentabilidade. DESENVOLVIMENTO COM RESPONSABILIDADE! Entrevista a Isto é – Premio nacional Sustentabilidade Financeira Município Parauapebas .Entrevista Valor Econômico Envista para assessoria da Frente Nacional dos Municípios.

 
Wander Jose Nepomuceno

Wander Jose Nepomuceno

SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO COMERCIO INDUSTRIA E MINERAÇÂO MUNICIPIO DE PARAUAPEBAS – PARÁ

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