Vereador Júnior Garra é preso acusado de coação e posse ilegal de arma de fogo

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Foto: Reprodução / CMC

Uma equipe da Polícia Civil do município de Parauapebas, em parceria com o Ministério Público e a Polícia Militar de Canaã dos Carajás, cumpriu na manhã desta quarta-feira, 13, um mandado de prisão preventiva contra o vereador Zilmar Costa Aguiar Júnior, PR (Partido Republicano) além de mandados de busca e apreensão em suas propriedades. O mandado foi expedido pelo Juiz da 075ª Zona Eleitoral de Parauapebas, Lauro Fontes Júnior. De acordo com o documento, o parlamentar é acusado de coagir testemunhas de uma investigação contra ele, referente à compra de votos na eleição de 2016.

Era por volta das 10h da manhã quando o vereador e um de seus funcionários chegaram algemados na delegacia de Polícia Civil. Os dois já eram aguardados pelo advogado de defesa do parlamentar. Com eles, também foram levados uma mala, armas, CPUs, munições de diversos calibres e dinheiro. “A Polícia Civil foi convocada através do Poder Judiciário Eleitoral para cumprir aos mandados de busca e apreensão e ao mandado de prisão referente ao vereador. Nós apreendemos não só dinheiro como também armas de fogo. Nós também prendemos o caseiro da chácara dele, em razão de termos encontrado uma arma de calibre 28 e mais duas armas e munições no local”, disse o delegado responsável pela prisão, Gabriel Henrique Alves Costa.

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Ainda de acordo com a denúncia, Garra teria distribuído e facilitado a aquisição de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) em troca de votos. “Com certeza é crime eleitoral cometido em razão de uma autoescola, onde também fizemos buscas mas ele disse que realizou a venda há pouco tempo”, prosseguiu o delegado.

A defesa do vereador disse que a prisão foi feita com base em fofocas e que vai conseguir a revogação da prisão. “A denúncia é referente a uma investigação sobre uma suposta compra de voto na eleição passada, em tese teria sido com relação às habilitações, mas o que determinou a prisão foi uma suposta coação a uma testemunha. Ocorre que, no processo consta que as testemunhas nunca falaram com o vereador, nunca tiveram contato físico. A justiça determinou a prisão com base em fofocas. Sobre as armas, elas têm registro só que não têm documento de posse. A defesa tem a convicção de que nos próximos dias vai conseguir a revogação da prisão porque não tem elementos fáticos”, detalhou Marcos Tavares.

Júnior foi autuado em flagrante na casa de um colega de bancada, e vai responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo. Ele será conduzido para o município de Parauapebas onde passará por audiência de custódia. “Ele possui apenas o registro das armas e não a autorização para posse. Nós vamos conduzi-lo para a cidade de Parauapebas para apresentar ao Poder Judiciário Eleitoral”, finalizou a autoridade policial.

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