A Vale manteve uma rígida disciplina de produção e vendas no 1T18 como parte de seu compromisso com a maximização de margem sobre volume. Nosso premium e flexível portfólio de produtos é o melhor posicionado para liderar e se beneficiar da tendência de “flight to quality”. Em linha com sua estratégia, no 1T18 a Vale atingiu um novo marco na direção de melhorar o teor de Fe e sua realização de preço.

Isto se traduziu em um volume recorde de vendas de minério de ferro e pelotas para um primeiro trimestre, totalizando 84,3 Mt no 1T18, ficando 6,4 Mt maior do que no 1T17, alcançando o melhor primeiro trimestre histórico, devido à flexibilidade e à ativa gestão da sua cadeia logística.

mix de vendas da Vale melhorou substancialmente ano contra ano, como resultado do ramp-up de S11D e da decisão de reduzir progressivamente a produção de minério de baixa qualidade. A participação da venda de pelotas, Carajás e minério blendado aumentou para 76% no 1T18 contra os 67% sobre as vendas totais do 1T17. Consequentemente, o mix de vendas dos produtos da Vale alavancou o impacto do ascendente prêmio de mercado, levando a um aumento na qualidade e no prêmio médio do preço CFR/FOB wmt realizado que totalizou US$ 5,2/t no 1T18 contra US$ 2,3/t no 1T17 e US$ 3,9/t no 4T17.

Composição das vendas de minério de ferro e pelotas

A produção[1] trimestral de minério de ferro atingiu 82,0 Mt no 1T18, ficando 4,2 Mt e 11,4 Mt abaixo do 1T17 e 4T17, respectivamente, devido principalmente à decisão da gestão do 2T17 de reduzir a produção de minério de baixa qualidade, reforçando o posicionamento da Vale como produtor premium e resultando na maior realização de preços e melhor margem desde o 1T17. O período de chuvas mais intenso também impactou a produção do 1T18. Como resultado de uma produção premium e flexível, o teor médio de Fe atingiu 64,4% no 1T18, superando os 63,9% do 1T17 e os 64,3% do 4T17, de longe o melhor resultado entre os concorrentes.
A produção do Sistema Norte, que compreende Carajás e S11D, foi impulsionada pelo bem-sucedido ramp-up do S11D e atingiu a maior produção de minério de ferro para um primeiro trimestre em 40,6 Mt no 1T18, ficando 12,9% maior do que no 1T17.
A produção de pelotas no 1T18 foi de 12,8 Mt, ficando 0,4 Mt maior do que a do 1T17 e marcou a retomada da planta de Tubarão II. Os retornos de Tubarão I e da pelotizadora de São Luís estão previstos para o 2T18 e o 3T18, respectivamente, beneficiando-se do aumento dos termos negociados do prêmio de pelotas da média US$ 60/dmt deste ano, um aumento de mais de US$ 10/dmt em relação a 2017.
A Vale reafirma que o seu guidance de produção para 2018 permanece em torno de 390 Mt, conforme previamente anunciado no Vale Day.
O volume de produção e das vendas de metais básicos ficou alinhado com a decisão de reduzir o footprintdas operações do Canadá, colocando as minas não competitivas em care and maintenance, seguindo a estratégia de otimização de margens e manutenção da opcionalidade no cenário de maior demanda por níquel de class I. Em consequência, a produção de níquel alcançou 58.600 t no 1T18, com vendas de 57.900 t ao passo que os preços de níquel na LME continuaram a melhorar no trimestre para uma média de US$ 13.276/t, comparado aos US$ 11.584/t registrados no 4T17, representando o melhor preço trimestral desde o 1T15. Espera-se que a produção de níquel aumente para 65.000 t no 2T18.
A Vale adotou um processo rigoroso de alocação de capital baseada em maiores retornos, e isto significa que os projetos só deverão ser aprovados com base em cenários de preços atuais e conservadores, não dependendo de expectativas de preços futuros. Em consequência disso, a produção de Voisey’s Bay foi reduzida para estender a vida útil da mina enquanto o projeto de expansão da mina (Voisey’s Bay Mine Extension) é reavaliado. A mina de Thompson irá passar por uma transição para uma operação de mine-millno 3T18, quando seu forno e refinaria serão desligados, enquanto a produção na planta de processamento de Long Harbour atingiu o recorde trimestral de 8.600 t em 1T18.
A produção de cobre atingiu 93.300 t no 1T18, com vendas de 87.700 t. No trimestre, o preço LME médio de cobre de US$ 6,961/t, que apresentou um aumento de 2% sobre os US$ 6,808/t registrados no 4T17, foi o maior preço trimestral desde o 4T14. Espera-se que a produção de cobre atinja em torno de 100.000 t no 2T18.
Cobalto é um dos principais metais, junto com o níquel, necessários para produzir baterias de alta densidade de energia para uso em veículos elétricos. A Vale é um produtor de cobalto importante, com, aproximadamente, 6% de market share e, aproximadamente, 15% de market share não considerando DRC (República Democrática do Congo). A produção de cobalto totalizou 1.327 t no 1T18, ficando 68 t maior do que no 1T17, capturando as boas condições de mercado com recordes de preço de cobalto na LME de US$ 81.845/t no 1T18 contra US$ 64.516/t no 4T17.
O volume contido de ouro como subproduto contido nos concentrados de níquel e de cobre alcançou 113.000 oz no 1T18, ficando 7,6% maior do que no 1T17.

Resumo da produção

 
 
 
 
% Variação
000’ metric tons
1T18
4T17
1T17
1T18/4T17
1T18/1T17
Minério de Ferro1
81.953
93.361
86.198
-12,2%
-4,9%
Pelotas
12.780
12.898
12.422
-0,9%
2,9%
Minério de Manganês
434
553
544
-21,5%
-20,2%
Carvão
2.432
2.576
2.434
-5,6%
-0,1%
Níquel
58,6
78,0
71,4
-24,9%
-17,9%
Cobre2
93,3
113,5
107,5
-17,8%
-13,2%
Cobalto
1,327
1,650
1,259
-19,6%
5,4%
Ouro (milhares de onças)
113
139
105
-18,7%
7,6%
¹ Incluindo compra de terceiros, run-of-mine e feed para planta de pelotização.
² Excluindo a produção atribuível à Lubambe..
Resumo das vendas
 
 
 
 
% Variação
Mil toneladas métricas
1T18
4T17
1T17
1T18/4T17
1T18/1T17
Minério de Ferro1
71.221
79.958
65.318
-10,9%
9,0%
Pelotas
13.125
13.579
12.582
-3,3%
4,3%
Minério de Manganês
338
740
196
-54,3%
72,4%
Carvão
2.497
2.943
2.568
-15,2%
-2,8%
Níquel
57,9
79,8
72,1
-27,4%
-19,7%
Cobre
87,7
110,5
100,3
-20,6%
-12,6%
1Incluindo compra de terceiros e run-of-mine.