Pássaros da espécie curió foram devolvidos à natureza por técnicos do Núcleo Regional de Paragominas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), na região nordeste do Pará, no último dia 26. Os animais foram entregues pelos criadores espontaneamente, tendo em vista a regularização no Sistema de Cadastro de Criadores de Passeriformes (Sispass).

Segundo o coordenador do núcleo, Paulo Arruda, os animais foram soltos das gaiolas para o habitat natural em trabalho desenvolvido pelos técnicos da Semas. “Os criadores foram notificados para que fizessem a entrega voluntária dos passeriformes e assim pudessem sair do status de irregularidade no sistema. O monitoramento dos criadores é feito de forma constante, o que garante a gestão adequada da nossa fauna silvestre”, explicou.

As aves foram recebidas pela Semas no dia 25 e passaram por análises. Os técnicos avaliaram o estado de mansidão dos animais e fizeram uma verificação clínica para averiguar a possibilidade de soltura. Foram libertados na região de mata 27 curiós. Outras quatro aves estão no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), desde o último fim de semana, por estarem com sinais de domesticação, que impede a libertação para a natureza.

Atualmente, 16 mil aves estão cadastradas no Sispass, sistema desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e também usado pela Semas, a partir de acordo de cooperação técnica, para apoiar a gestão e controle de passeriformes.

Cientificamente chamado Oryzoborus angolensis, o curió é uma ave muito conhecida em todo o Brasil, especialmente pelo canto. Quando adulto, o macho chega a medir 15 centímetros e costuma habitar locais de floresta com baixa altitude e de clima úmido, daí a grande presença da ave na região amazônica. Segundo a Diretoria de Licenciamento Ambiental da Semas, o curió é a espécie mais procurada por criadores no Estado. Com base no cadastro do Sispass, é possível acompanhar o licenciamento para criação e ainda coibir o tráfico dos animais.

Por Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos