Desde ontem (9), 37 municípios e dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) do Pará começaram a receber, por meio do programa Mais Médicos, 67 profissionais brasileiros formados no exterior. Os médicos fazem parte dos cerca de 1.400 brasileiros que aderiram ao último edital do projeto. Com esse reforço, somando também aqueles com diplomas do País, já são 8.316 brasileiros no programa, o que representa 45,6% do total. No Estado do Pará, 777 médicos já atuam pelo Mais Médicos.

Belém é o município do Estado que vai receber o maior número de médicos, com cinco vagas no total. Com atuação de quatro novos profissionais, cada, aparecem Oriximiná e Uruará. No grupo que receberão três médicos estão Ipixuna do Pará, Medicilândia, Ourilândia do Norte e Ulianópolis; e com dois, Água Azul do Norte, Chaves, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Porto de Moz, Primavera, Redenção e os DSEIs Kaiapó do Pará e Guamá-Tocantins.

Fecham a lista dos municípios paraenses que passam a contar com mais um profissional do Mais Médicos Abaetetuba, Alenquer, Altamira, Anapu, Aurora do Pará, Bagre, Canaã dos Carajás, Dom Eliseu, Igarape-Miri, Jacundá, Marituba, Melgaço, Nova Ipixuna, Ourém, Rondon do Pará, Rurópolis, Salvaterra, Santa Maria do Pará, Santana do Araguaia, São Felix do Xingu, São João da Ponta e São Sebastião da Boa Vista.

A prioridade do Ministério da Saúde é ampliar a participação nacional, tornando a iniciativa mais independente e garantindo atendimento médico à população. O número de médicos brasileiros participantes do programa aumentou 44% em menos de um ano. “Estamos avançando e tenho certeza que vamos oferecer mais qualidade na saúde e na atenção básica com a participação desses novos profissionais”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Essa é a segunda fase do edital. A primeira foi voltada exclusivamente aos médicos brasileiros formados no país. Esses novos profissionais iniciam as atividades em Unidades Básicas de Saúde a partir da próxima segunda-feira em cerca de 800 municípios de 25 estados e do Distrito Federal, além de 8 DSEIs. Juntos, eles devem atender 4,8 milhões de pessoas. Ao todo, foram 1.985 inscritos, mais de um candidato por vaga.

Durante o mês de setembro, os novos médicos passaram pelo módulo de acolhimento realizado em Brasília (DF), com oficinas educacionais sobre temas diversos, como legislação referente ao Sistema Único de Saúde (SUS), protocolos clínicos de atendimento do SUS, língua portuguesa e código de ética médica. Por fim, os intercambistas realizaram uma avaliação de conhecimento, necessária para a aprovação do profissional participante.

No último ano, o Mais Médicos foi renovado por mais três anos e o valor da bolsa paga aos participantes foi reajustado. Também houve um acréscimo de 10% nos auxílios moradia e alimentação de profissionais alocados em distritos indígenas, que passou de R$ 2.500 mensais para R$ 2.750. Já neste mês o Ministério da Saúde reajustou em 10% os valores máximo e mínimo (varia conforme a localidade) repassados pelos municípios para custeio de moradia e alimentação.

Do total de médicos participantes, 47,1% são profissionais da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 45,6% brasileiros formados no Brasil ou no exterior e 4,16% são intercambistas estrangeiros. As demais vagas serão abertas para reposição. Desde novembro de 2016, o Ministério da Saúde está abrindo oportunidades para a substituição de médicos da cooperação com a OPAS. Foi feito um levantamento para ver quais cidades atendidas por profissionais cubanos poderiam atrair brasileiros. A expectativa é realizar quatro mil substituições em três anos. Até o momento, mais de mil postos foram substituídos por brasileiros.