Minério de ferro – Preocupações com a demanda!

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Minério de ferro.
Preocupações com a demanda!

Por: Wander Jose Nepomuceno
”A demanda chinesa por minério de ferro tende a cair este ano, enquanto por outro lado a oferta da Austrália e do Brasil permanece crescendo, visão estrtégica de alto risco ,impressionante.  Os estoques nos portos continuam subindo, à medida que as siderúrgicas não compram”.

Os contratos futuros do minério de ferro na China caíram mais de 2 por cento nesta sexta-feira, para mínimas em mais de uma semana, com expectativas de que cortes na produção de siderúrgicas sejam intensificados neste ano, o que afeta a demanda pela matéria-prima do aço.

O contrato mais ativo na bolsa de Dalian atingiu uma mínima da sessão de 310,5 iuanes (47,13 dólares) por tonelada, o mais baixo valor desde 29 de dezembro, antes de fechar em queda de 2,7 por cento, a 311,5 iuanes/tonelada. O minério de ferro caiu 3,4 por cento esta semana, a primeira queda semanal em quatro semanas.
A desaceleração persistente na economia chinesa está entre os fatores para a redução da atividade de siderúrgicas chinesas. ”A demanda chinesa por minério de ferro vai cair este ano, enquanto a oferta da Austrália e do Brasil permanece impressionante. Os estoques nos portos continuam subindo, à medida que as siderúrgicas não compram”. O minério de ferro para entrega imediata ao porto de Tianjin da China caiu pelo quarto dia consecutivo, para 41,50 dólares a tonelada na quinta-feira, de acordo com o The Steel Index.
A China é um dos países mais influentes na economia mundial. Na madrugada dessa segunda (4), depois do anúncio de recuo da atividade industrial chinesa pelo décimo mês consecutivo, as bolsas de Xangai e Shenzhen caíram 7%. Pela primeira vez as operações foram suspensas e o reflexo imediato foi a disparada do dólar que fechou o dia em R$ 4,03.

A Bovespa também despencou.
Para o Brasil, as previsões para o quadro econômico se tornam ainda piores uma vez que as demandas externas são importantes para retomada do crescimento em um momento que o mercado doméstico está enfraquecido. Os reflexos tendem a ser ainda mais evidentes, uma vez que mais da metade das exportações de comodities  são destinadas à China.
A instabilidade na China fez também com que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caísse 2,68% fechando a sessão em 42.189 pontos, menor nível desde abril de 2009, no pior momento da crise gerada pelo mercado imobiliário americano.
O movimento brusco no mercado financeiro chinês foi interpretado  como um sinal de que os investidores estão mais receosos diante da situação econômica do gigante asiático. Com a queda das bolsas ficou evidente que a situação pode ser pior do que as projeções feitas ao longo de 2015.

Impactos
As exportações são o primeiro nicho a sentir o recuo chinês. Isso sem falar na queda dos preços das commodities como minério de ferro, soja e café, que são essenciais para a balança comercial brasileira.

“A China é o maior parceiro comercial do Brasil e isso é particularmente dramático porque 60% do que exportamos é minério e os chineses são o principal mercado consumidor”.

A queda das bolsas asiáticas assustou o mercado porque aconteceu mais rápido do que o esperado. No entanto, nos próximos dias, o índice deve voltar ao normal, assim como o comportamento do dólar. “O mercado está refazendo todas as contas e está mais pessimista. Como a queda foi maior do que o esperado, há esse medo e um ajuste de preços dos ativos. Não acredito, no entanto, que haverá novas quedas tão fortes das bolsas”

Insegurança

O ambiente que é criado por especulações e sensação de incerteza do mercado quando maior a insegurança maior é o risco . Um dos agravantes é o fechamento das tomadas de decisão do governo chinês, consideradas pouco transparentes ainda por agentes do mercado.

A queda dos níveis industriais e a desvalorização do yuan – moeda chinesa – frente ao dólar podem desencadear efeitos em mercados do mundo inteiro.

Este impacto terá efeitos imprevistos para varios mercados inclusive o Brasil.

WJN 

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