Dona de casa precisa de ajuda após perder tudo durante forte temporal em Canaã dos Carajás

Foto: Júnior Gomes

Nos olhos marejados de dona Alciléia Fernandes Sousa era possível ver o desespero de uma mulher que precisa recomeçar a vida, mas ainda encontra-se desnorteada.

Na noite da última sexta-feira, 11, a casa onde ela mora com o marido, na Chácara Morada do Sol, Zona Rural de Canaã dos Carajás, teve o telhado arrancado e arrastado durante um forte temporal.

A dona de casa de 44 anos estava no município de Parauapebas onde passou por uma consulta médica e retornaria no dia seguinte para casa, quando recebeu a ligação de um vizinho que comunicou o ocorrido. “Eu tenho problema de osteoporose e minha consulta é sempre lá – em Parauapebas. De repente eu recebo a notícia que a minha casa tinha sido destruída pela chuva, eu entrei em desespero porque tudo o que eu tinha estava lá dentro”, disse.

Foto: Júnior Gomes

Sem o teto, os móveis da residência ficaram expostos à chuvas. No dia seguinte, a desempregada notou que a geladeira havia queimado, o fogão já não funcionava mais, a cama do casal havia ficado encharcada, não sobrou nada além de algumas peças de roupas, até a fiação elétrica foi levada pelo vento forte, o cenário foi devastador. “Chegamos aqui e vimos que não tínhamos mais nada, tudo tinha sido destruído. A chuva foi tão forte que o telhado foi arrancado e voou para o outro lado da rua, nem energia nós temos mais”.

Sem ter para onde ir, Alcileia foi acolhida por um vizinho que, além de abrigo, lhe oferece comida diariamente. “Meu marido está desempregado e tem feito alguns “bicos” para nos manter. Estamos dormindo de favor na área de um vizinho que está nos ajudando como pode. Meu desânimo é tão grande que eu já não sinto vontade de comer, não consigo dormir. É desesperador ver a minha casa nesse estado”, desabafou.

Aos prantos, a dona de casa fez um apelo para que a população a ajude com doações de qualquer natureza. “Peço que quem puder, me ajude, pode ser qualquer coisa porque eu perdi absolutamente tudo o que eu tinha, por favor, me ajudem, gente, porque eu não sei mais o que fazer”, finalizou.
Quem quiser ajudar, basta entrar em contato através do telefone (94) 9 9134-6157.

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