Perto de somar dois bilhões já arrecadados em seu atual governo à frente de um município de 250 mil habitantes onde faltam escolas, creches, água tratada, rede de drenagem pluvial e de esgotos, pavimentação da maioria das ruas, estradas trafegáveis na zona rural, e até agora sem ter uma obra sequer iniciada, a prefeitura resolve comprar cem milhões de reais em lâmpadas.

É A TREVA
No último ano de sua gestão anterior um golpe destes foi aplicado também ao caixa da prefeitura, mas esse no total de seis milhões. Acontece que a licitação (viciada) havia sido realizada, pagamento feito, o Almoxarifado havia dado entrada na mercadoria, mas só um detalhe: ela jamais foi entregue. Nunca existiu. E a cidade, às escuras.

JESUS, APAGA A LUZ!
Desta feita, contudo, gorou! Até talvez pelo valor absurdo e pelo empenho de cidadãos ligados no Portal da Transparência, e das redes sociais que divulgaram as peças do processo licitatório. Assustou! A mídia comprada a preço reluzente pela administração tentou tapar o sol com a peneira, explicar, negar, mas não teve jeito. O MP entrou desta vez no circuito.

OS BANDIDOS DA LUZ PRETA
Entrou e cancelou a compra. Apagou as luzes. Que como não existiam mesmo e nem existiriam de fato, para o povo não fez a menor diferença, não aconteceu nenhum apagão. Continuou e continua tudo escuro, como antes. Penso que está começando a querer escurecer também para o lado da turma do golpe das lâmpadas, os bandidos da luz preta.

MAS TEM MAIS: OS TABLETS
Depois de fugir da Polícia Federal às vésperas de sua posse Darci Lermen continua ligado em tecnologia. Em seu mandato passado já havia comprado milhões de reais em computadores que ficaram estocados em um prédio alugado no centro da cidade e que depois foram roubados por funcionários públicos. E milhares de tablets. Daquela feita ficou por isto mesmo.

DE NOVO!
Agora o governo resolveu comprar R$44 milhões em tablets para presentear os alunos da rede pública que estudam em prédios sem internet, em instalações precárias, exceto as 22 escolas que foram construídas pelo prefeito anterior. Seriam 40 mil unidades, que sairiam a mais de mil reais cada uma. Tablets do Paraguai, made in China. Para sorte de todos, o MP também barrou. Meteu o dedo e deletou a nova farra.