Análise | Os desempregados e os super-empregados em Parauapebas

Por: Chico Brito
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A multidão que até hoje, quase um ano depois das eleições ainda espera pelo emprego prometido pelo prefeito eleito e por vereadores está perto de perder a paciência com essas autoridades em Parauapebas. A saída encontrada até agora tem sido a realização de reuniões atrás de reuniões e repercussão maciça delas nos mídia pagos.

OS EMPREGADOS
Os vereadores ficaram na pior situação. De 25 assessores que podiam contratar na legislatura passada o número caiu para 15. Isto por imposição do MP, depois da roubalheira e da esculhambação em que jogaram a Câmara os vereadores daquela legislatura, vários que chegaram a ser presos e outros sendo processados.

OS SUPEREMPREGADOS
Sob a presidência de Josineto Feitosa e sua mesa diretora composta por Odilon, Devanir e outros, a Câmara produziu uma folha de pagamentos de fantasmas que residiam até fora do estado. A ASCOP os denunciou junto ao MP. Josineto contratou dezenas de parentes, conterrâneos e aderentes que recebiam da Câmara e ao mesmo tempo da prefeitura.

Faixa colocada na frente da prefeitura de Parauapebas

OS SUPER-SUPER
Neste governo a Câmara se acautelou. Mas mesmo assim alguns vereadores querem continuar com as velhas práticas e procuram emplacar como secretários seus prepostos de confiança para empregar nas secretarias do Executivo os seus. Os que chamam de seus. Que exatamente são parentes, apadrinhados e aderentes.

OS SUPER E OS GHOSTS
Nessa leva encontramos aqueles com salários maiores que o do Presidente da República, como a enfermeira Franciane e a filha da vereadora Eliene Soares como assessora de alto salário na Saúde. E se procurar direito talvez até cachorros. A semana já começou cheia de escândalos. A enfermeira Franciane de Jesus Maués Rodrigues ganha R$33 mil por mês.

O CONSELHO
Membros do Conselho de Saúde têm conhecimento de tudo isto mas como cultivam a prática de aporrinhar a vida de secretários caso não contratem seus parentes para funções na própria secretaria ou mais disfarçadamente em outras, estão calados. E essa “indicação” de parentes parte tanto dos que são servidores e recebem seus salários do município quanto dos da sociedade civil.

O MINISTÉRIO PÚBLICO
Nesta situação o MP precisa ou precisaria passar um pente fino em todas as folhas de pagamento, cruzar dados de maridos e mulheres, além de levar adiante as denúncias contra Josineto e sua famigerada folha. Caso contrário, se deixar passar a onda, este carnaval nunca vai se acabar. Em tempo: a folha de pagamento da Saúde em Parauapebas chega a R$13 milhões/mês

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