18/02/2021 04/03/2021

PARAGOMINAS: Solução pioneira pode eliminar o uso de barragens permanentes de rejeito de bauxita

Metodologia para armazenamento de rejeitos secos da mina de bauxita da Hydro no Brasil substitui a necessidade de alteamento e construção de novas barragens, melhorando a segurança e o desempenho ambiental.
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Foto: Divulgação / Hydro

A Hydro investiu cerca de R$ 30 milhões (U$5,5 milhões) na fase de testes da metodologia que permite a destinação final de rejeitos em áreas já mineradas, e recebeu licença de operação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS).

“A Hydro está comprometida em promover a sustentabilidade na indústria de alumínio. Esse desafio tem impulsionado nossos esforços para buscar práticas que possam eliminar a necessidade de novas barragens permanentes de armazenamento de rejeitos na mineração de bauxita”, disse John Thuestad, vice-presidente executivo de Bauxita e Alumina da Hydro.

Foto: Divulgação / Hydro

O projeto da Hydro é pioneiro no setor e esteve em testes desde julho de 2019 na Mineração Paragominas, mina de bauxita no Pará.

A metodologia elimina a necessidade de construção de novas barragens permanentes de rejeitos, ou mesmo a necessidade de adicionar camadas às estruturas existentes, aplicando a metodologia conhecida como “Talings Dry Backfill”, que deposita rejeitos secos inertes em áreas já mineradas.

A aplicação dessa metodologia no Brasil é um passo importante em termos de sustentabilidade do setor, aumentando a segurança operacional e avançando significativamente nos trabalhos de redução da pegada ambiental da Hydro.

A fase de testes foi monitorada e acompanhada de perto por agências ambientais e seguindo padrões técnicos do Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente.  Os testes foram concluídos em dezembro de 2020, quando o projeto recebeu a aprovação do licenciamento operacional da SEMAS.

Sobre a Tailings Dry Backfill

A tecnologia Tailings Dry Backfill permite que os rejeitos inertes da mineração de bauxita sejam devolvidos às áreas já abertas e mineradas, antecedendo o processo de reabilitação, ao invés de serem depositados em áreas separadas e permanentes de armazenamento. Após a secagem em depósito temporário por 60 dias, os rejeitos de bauxita são devolvidos às áreas mineradas, antes da área ser reabilitada e reflorestada. Dessa forma, proporciona significativa redução da pegada ambiental da mineração de bauxita e mais segurança operacional. O rejeito proveniente da mineração da bauxita é química e fisicamente similar ao que foi retirado durante o processo de lavra. Portanto, é devolvido para a natureza sem nenhum impacto ao meio ambiente.   

Reabilitação de áreas mineradas 

A Mineração Paragominas está comprometida em aplicar as melhores práticas ambientais e investe continuamente na reabilitação de áreas mineradas. Na recuperação dessas áreas, a forma original do solo é reproduzida, com adição de matéria orgânica. Em seguida, a terra é preparada para receber as mudas que vão restabelecer a cobertura vegetal.

Desde que o programa de reflorestamento foi iniciado, em 2009, a Mineração Paragominas já contabiliza uma área de 2.300 hectares no processo de recuperação. Em média, 200 mil mudas de espécies nativas são produzidas por ano no viveiro da Mineração Paragominas.

Para aprimorar o processo de reabilitação, a Hydro integra o Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), que reúne pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), do Museu Emílio Goeldi, da Universidade de Oslo (UIO) e profissionais da Hydro no Brasil, buscando as melhores alternativas para reflorestamento e monitoramento de áreas mineradas. 

Atuais sistemas de barragem da mineração Paragominas

A Mineração Paragominas possui dois sistemas de barragem para armazenamento de rejeitos de bauxita. Ambos utilizam uma metodologia de disposição de rejeitos baseada na operação alternada de seus reservatórios, permitindo a secagem dos rejeitos em cada reservatório combinando drenagem e evaporação, o que resulta em rejeitos com índice mínimo de 60% sólido.

 

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