Surdos de Marabá e região ganham centro educativo na Folha 26

Na terça-feira, 24, a Prefeitura de Marabá entregou à Secretaria Municipal de Educação a nova sede do CAES – Centro de Atendimento Especializado na Área da Surdez Professora “Noelini Costa”, localizado na Folha 26, Quadra 01, Lote 25, Nova Marabá.

A cerimônia de inauguração contou com a participação da secretária municipal de Educação, Marilza Leite, da coordenadora do departamento de Educação Especial da SEMED, Arley Novaes, e de Iracelma Silva Costa, coordenadora do CAES e pedagoga especialista na área da surdez.

Iracelma lembra que o CAES funcionava em duas salas cedidas pela Escola Jônathas Pontes Athias, na Folha 22, Nova Marabá, desde 2014, quando foi criado. O centro atende 63 surdos, provenientes deste município, e de outras cidades vizinhas, como Serra Pelada e Itupiranga. “Trabalhamos com crianças, jovens e adultos, numa proposta pedagógica de ensinar Libras (Língua Brasileira de Sinais), Língua Portuguesa e Matemática no contraturno da escola regular”, explica Iracelma.

Luciano Gonçalves de Sousa que é surdo e já trabalha no CAES, explicou, por meio da professora Iracelma, que se sente feliz em atuar no centro que lhe acolheu. Disse que sofreu bastante ao cursar pedagogia e depois fez pós-graduação, tendo sido aprovado no concurso da Prefeitura de Marabá. “Hoje, ajudo a desenvolver um trabalho relevante com alunos surdos neste centro”, disse.

Hugo de Araújo Freire, também professor do CAES, disse que sempre foi feliz no centro e que a experiência como professor na instituição está sendo magnífica. “Saber que estou sendo útil a outras pessoas não tem preço”, revelou.

A secretária Marilza Leite percebeu um resgate da autoestima dos educadores do CAES com o novo prédio, e que eles estão motivados para continuarem a desenvolver um trabalho de excelência no centro. “O que vejo aqui é um programa educacional emocionante, com atuação conjugada de vários profissionais. Vigilantes, a moça do lanche, professores e coordenação estão engajados na essência deste espaço educativo maravilhoso”, afirmou.

Marilza revelou que a SEMED já tem um projeto para construção de um centro maior para atender todas as necessidades dos alunos surdos de Marabá e região. “Mesmo com esse espaço mais amplo, reformado, ainda temos algumas deficiências que precisam ser supridas. E vamos trabalhar para melhorar ainda mais o atendimento”, disse a secretária, ressaltando que o CAES contribui para formação para que os alunos surdos alcancem  espaços no mercado de trabalho futuramente, como já aconteceu com vários deles. “Eles estarão nas universidades, nas empresas e em todos os lugares da sociedade da forma que merecem”, enfatizou.

Por fim, a secretária disse que é preciso identificar mais pessoas com problemas de surdez na cidade de Marabá – e até de outros municípios da região – para que elas tenham acesso ao CAES, que é gratuito, para poderem se apropriarem da Libras e de outros instrumentos de socialização muito importantes que são oferecidos pela Prefeitura de Marabá.

Para que um surdo tenha acesso ao CAES é preciso iniciar um trabalho com os pais dos surdos. O aluno é atendido com o diagnóstico para saber até onde ele sabe a própria língua dele, se vem de casa com a linguagem gestual. Depois desse diagnóstico, a coordenação do CAES dialoga com os professores que ensinam na faixa etária de 6 a 9 anos, como também com os que ensinam de 10 em diante.

O novo prédio do CAES é dotado de quatro salas de aulas climatizadas, duas salas de coordenação, banheiros e refeitório. “Com essa nova estrutura, até para a clientela vir para cá sente uma satisfação maior por ter o local próprio. A Prefeitura não deixou a desejar em nada o que a gente precisava dentro do espaço. Só falta agora atendermos a estimulação precoce de 0 a 2 anos”, conta Iracelma, complementando que, ainda funciona no Caes a CIL (Central de Interpretação em Libras).

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