Avanco compra projeto de ouro CentroGold

A Avanco Resources resolveu acelerar os investimentos em ouro e adquiriu integralmente o projeto de ouro CentroGold da Jaguar Mining. O pagamento total será de US$ 9 milhões, cerca de R$ 28 milhões, pelo câmbio de hoje (18).

Segundo comunicado realizado pela empresa, serão pagos US$ 2 milhões na assinatura, mais US$ 2 milhões em 60 dias e US$ 5 milhões adicionais em 10 pagamentos de US$ 500 mil, após a conclusão do processo de permissão possessória e ambiental.

A Jaguar vai ainda receber royalties quando a mina entrar em produção, como consta no acordo inicial de compra. Ao longo da vida útil da mina, a Jaguar vai receber 1% de royalties do tipo Net Smelter Return (NSR) para as primeiras 500.000 onças de ouro produzidas; 2% de NSR de 500.001 a 1.500.000 de onças de ouro; e 1% NSR nas vendas que superarem 1,5 milhão de onças ou onças equivalentes de ouro.

A mineradora comunicou que o objetivo a curto prazo é sondar e atualizar os recursos minerais no padrão do JORC, em sequência, concluir um estudo de pré-viabilidade ainda em 2017, e estudos de viabilidade definitiva no primeiro semestre de 2018.

A mineradora afirma que a estratégia será similar ao do empreendimento de cobre e ouro Antas Norte, em operação no município de Curionópolis, e pretende instalar uma planta em 2019 para produzir 100.000 onças de ouro por ano.

“Estamos muito entusiasmados com a aquisição de 100% do CentroGold, que acreditamos ser um dos melhores projetos de ouro do Brasil”, disse Tony Polglase, diretor-presidente da Avanco. No Brasil, a empresa tem a subsidiária AVB Mineração.

“O projeto enquadra-se bem no modelo Avanco, plantas médias de baixo custo, e construídas em tempo recorde, que permitam o desenvolvimento de minas de baixo risco e baixo custo de capital. Vamos construir no Maranhão e utilizando pessoal local, desenvolvido a partir de nosso know-how brasileiro e australiano”, diz a mineradora em nota.

O projeto fica no Maranhão e inclui os depósitos Cipoeiro e Chega Tudo ao longo de uma tendência de 72 quilômetros, que estão em nome da MCT Mineração, uma subsidiária da Jaguar que detém 140.332 hectares em direitos minerários nas cidades de Centro do Guilherme, Centro Novo do Maranhão, Maranhãozinho, Santa Luzia do Paruá, Junco do Maranhão e outras. Essas áreas faziam parte do projeto de ouro Gurupi.

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