Aprovados em concurso da PM pedem apoio da Alepa para serem convocados pelo Governo

A presença na galeria da Alepa de um grupo de candidatos – considerados excedentes – do último concurso público da Polícia Militar, realizado em 2016, mobilizou os deputados durante a Sessão Ordinária desta terça-feira (22/08).

Os candidatos foram aprovados no concurso, mas não se classificaram para ocupar as duas mil vagas ofertadas pelo certame. Segundo os representantes dos candidatos, Lídice Bibas e Rafael Brito, a homologação do concurso aconteceu em julho deste ano, com validade até janeiro de 2018, podendo ser renovada até julho do ano que vem.  Por isso, eles estão se mobilizando para que o Governo do Estado convoque um número maior de aprovados.

“Estamos aptos e queremos contribuir para a segurança pública no Pará”, diz Rafael. “Somos 694 candidatos excedentes e, de maio até agora, a Polícia Militar já publicou nos BGs da corporação mais de 800 baixas, entre exonerações, reserva e até morte de policiais em serviço. Então, não seria uma contratação a mais, e sim a ocupação de vagas que surgiram nesse período”, explica.

Quando se fala do quadro de policiais femininas, a demanda é ainda maior. “No concurso, tivemos 200 vagas ofertadas e só no mês passado, 55 mulheres foram para a reserva na PM”, contabiliza Lídice Bibas. “Sou filha e esposa de policiais militares, então este é um sonho que teve muito investimento. A aprovação no concurso é a oportunidade de realização desse sonho”, diz ela.

Vários deputados se manifestaram na tribuna em apoio aos candidatos. O deputado Celso sabino apresentou quatro moções que podem aumentar o quadro de policiais militares no interior do estado: a criação de companhias independentes da PM em Bujaru, Igarapé Miri e Moju, e a criação do Comando de Policiamento regional de Santa Isabel. “Com isso, o número do efetivo de policiais nessas localidades deve aumentar e o Governo do Estado pode precisar desses candidatos aprovados para preencher o quadro”, avalia o parlamentar.

A convocação e contratação de policiais militares além do número de vagas ofertadas no concurso depende de decisão do Governo.

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