Eliezer Batista: O engenheiro brasileiro

Considerado o grande responsável por transformar a mineradora em uma das maiores empresas do mundo no setor. 
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Nascido na cidade mineira de Nova Era, em 1924, apostou na demanda das siderúrgicas japonesas pelo minério de ferro brasileiro na década de 1960.
Com sua visão empresarial, uniu o útil ao agradável ao criar uma forma de exportar o minério produzido pela empresa brasileira no Japão a preços competitivos como as mineradoras australianas, utilizando exportações a partir do porto de Tubarão no Espírito Santo. Para tanto, realizou mais de 170 visitas ao país asiático para fechar os acordos necessários.
O sucesso na Vale levou o engenheiro formado na Universidade do Paraná ao Ministério de Minas e Energia, já no governo João Goulart, que governava sob o parlamentarismo adotado depois da renúncia de Jânio. Em 1963, com o presidencialismo retomado, Jango o manteve à frente do ministério e do comando da Vale, onde permaneceria até 1964, quando foi afastado pelo governo militar.
Foi então nomeado, já em maio de 1968, diretor-presidente da Minerações Brasileiras Reunidas e logo depois, em junho, foi para Nova York para assumir a vice-presidência da Itabira International Company. Entre outubro de 1968 e junho de 1974 foi diretor da Itabira Eisenerz GMPH, com sede em Dusseldorf. Nesse período, também foi presidente da Rio Doce Internacional, subsidiária da Vale com sede em Bruxelas.
Em março de 1979, no governo do presidente João Figueiredo, voltou à presidência da Vale do Rio Doce, afastando-se da Rio Doce Internacional.
A meta do último governo militar era que a empresa tivesse foco no minério de ferro e em Carajás, jazida descoberta alguns anos antes no Pará.
 O Projeto Ferro Carajás representou a primeira iniciativa de exploração das riquezas da província mineral do local, com as exportações começando em 1985, com a inauguração da Estrada de Ferro Carajás, com 892 quilômetros de extensão e com a utilização de um porto de águas profundas em São Luís do Maranhão.
Em 1992, Eliezer assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) no governo de Fernando Collor de Mello.
Na época, desvinculou a SAE das atribuições anteriormente exercidas pelo Serviço Nacional de Informações (SNI). Sob sua gestão na SAE, um estudo apontou a necessidade de construção do gasoduto Brasil-Bolívia, produto de um protocolo de intenções entre os governos de Brasil e Bolívia e posteriormente construído já no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Nos anos mais recentes, voltou à cena com a carreira de sucesso de um dos sete filhos que teve com a alemã Juta Fuhrken, o empresário Eike Batista. Alçado ao posto de homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo, Eike foi dono de empresas de petróleo, mineração, logística e construção naval, todas de capital aberto e que juntas formaram o que se convencionou chamar de Grupo X.
No auge do sucesso, Eike não poupou elogios a Eliezer, citado sempre como grande exemplo de empresário e homem de negócios com visão de longo prazo.
Mesmo com a derrocada de Eike nos negócios, o prestígio de Eliezer seguiu intocado no mundo empresarial.
Vida que segue !
Descanse em paz o engenheiro do Brasil ….

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