PARAUAPEBAS: Abuso de poder e deboche

Foto: Autor

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

A grossa nata de gordura e sabão paira sobre o balde onde são lavados copos, talheres, panos e até as mãos. Isto, lá dentro. Fora o lixo se espalha pela calçada. Baratas apostam corrida, ratos botam os focinhos de fora, muitas vezes no momento em que crianças e adolescentes passam junto ao muro onde ficaram espremidos os transeuntes, seguindo para a escola ou de lá saindo.

FEDOR
Um mau cheiro insuportável ultrapassa o muro e invade as salas de aula, o pátio, os espaços livres dentro do colégio. Isto por que restos de comida escorrem junto ao meio fio ou ficam parados em poças onde moscas fazem a festa e um enxame de pernilongos se prolifera entre uma chupada e outra no sangue dos que estão se concentrando nos estudos ou que por ali transitam.

SEM ESGOTOS E SEM ÁGUA
Sem ter como fazer ligação com as redes de água e de esgotos é assim que essas barracas de alimentos funcionam. Ou será feito um “gato” para roubar água, escavando-se o calçamento no local. Este é o cenário real, repetindo outro que já existiu até pouco tempo atrás ali, bem perto, e que por anos seguidos foi motivo da reclamação geral de quem por ali trabalha, mora, ou simplesmente é obrigado a passar.

SAÚDE PÚBLICA CEGA

Mesmo tendo se instalado no centro da cidade, entre duas ou três igrejas, uma escola e uma importante praça, em uma rua vital para o trânsito, o Serviço de Saúde Pública faz de conta que não vê. Ninguém é notificado ou impedido. O serviço de Saúde entretanto sabe que não demorará a chegar, sobrecarregando o hospital, uma leva de doentes com e-coli, com diarreia e vômitos. Eles sabem disto.

SEMURB, DMTT E DAM
Também se faz de cego o setor de Impostos (o DAM), bem como a SEMURB, Secretaria responsável pela autorização para localização urbana, mediante a cobrança de taxas. E o DMTT, responsável pelo que diz respeito ao tráfego e ao trânsito, inclusive pela ocupação dos estacionamentos públicos, se posiciona assim: quando por ali passam, os ocupantes de suas viaturas viram as caras para o outro lado.

GATOS NA REDE CELPA*
As ligações de energia elétrica são clandestinas, são os famosos “gatos”, com fios puxados diretamente da rede principal, sem medidor de consumo, uma vez que sem um endereço oficial a CELPA não instala seus medidores e não tem como cobrar. E o consumo desses barracos então é dividido pelas contas dos cidadãos que já pagam altas e extorsivas faturas.

NÓS PAGAMOS, ELES NÃO
E é assim que são aumentadas ainda mais as contas do consumidor, com a cobrança de um volume de energia que ele não consumiu, que outros, para seu lucro é que estão consumindo. E que, como não são eles que pagam, gastam energia elétrica como se ela fosse de graça como a luz do sol. E de verdade, para eles, é gratuita mesmo.

O NOVO COSTA PRA RUA
Amigos, já começou e já está acontecendo na Rua 10, na Cidade Nova, em Parauapebas, autorizado por algum chefe, a instalação de um primeiro barraco sobre um estacionamento público. Isto foi no final de semana. Mas na segunda-feira vários outros já estavam ali se instalando. É o novo Costa Pra Rua: bêbedos, brigas, assassinatos, agora em área ainda mais central. É a Parauapebas que o atual governo sempre desejou implantar.

COMENTE VIA FACEBOOK

Deixe uma resposta