O Novo ‘BoOM’ da mineração

Por: Chico Brito
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Ao longo da semana o noticiário nacional, assim como os mídia locais divulgaram que a atividade mineradora toma novo e forte impulso no estado do Pará, em especial neste octógono de Carajás.

EMPREGOS
São novas concessões, licenças, novas metas de produção, aumento de alíquotas de Royalties, liberação de novas áreas. Todas, notícias alvissareiras, como dizia Caminha, para o setor. Em especial os municípios em torno de Parauapebas recebem com alívio essas informações, já que elas remetem à abertura milhares de vagas de empregos neste momento de crise.

IDEOLOGIAS
Não vou me ater à visão a varejo, que na prática interessa a todos de imediato, mas quero aqui tratar de um aspecto mais amplo da questão da exploração mineral. Assim como dos aspectos político e ideológico, uma vez que de um lado a economia agradece enquanto políticos se digladiam em uma discussão entre “produzir ou preservar”.

EXTREMOS
Para os românticos doentios a natureza é intocável, tem que permanecer como está, para nosso eterno culto, devendo ser defendida em sua virgindade até com a morte (seja pela fome de milhares de desempregados ou pelos confrontos em passeatas), já para outros a mineração tem que ser ativada a qualquer custo, em razão da economia, dos empregos que gera.

EQUILÍBRIO
Os extremos não são o caminho. A ideologia não é o caminho. A ideologia faz melhor quando nos aponta os caminhos a não-seguir, como José Régio, o poeta português escreve: “Eu não sei por onde vou. Sei que não vou por ali.”

ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO

Nesta questão ideológica, quando as esquerdas defendem radicalmente a intocabilidade da Amazônia, – pulmão do mundo – é preciso que abramos os olhos e investiguemos quais as corporações, quais os governos estrangeiros (principalmente do Leste Europeu) estão por trás financiando os movimentos contrários à exploração mineral no Brasil.

A ESPREITA
ONG’s, laboratórios farmacêuticos, mineradoras, magnatas, ditadores, instituições aparentemente “do bem” que servem de fachada a interesses que não podem ser percebidos, religiosos, cientistas que precisam dar retorno a seus financiadores. Mas no fundo os interesses sobre a Amazônia Brasileira precisam ser bem apurados por nós.

OS SELVAGENS
Por outro lado os interesses econômicos de empresas e corporações, (estas principalmente americanas, da indústria bélica) que além dos conhecimentos técnicos e científicos que já detêm sobre a região sabem que muitas descobertas ainda estão por vir, de interesse estratégico ou puramente comercial.

A LEGISLAÇÃO SALVADORA
Felizmente o Brasil dispõe de um Código de Mineração bem elaborado e promulgado lá nos idos do Governo Militar, que se bem executado, dá proteção aos interesses nacionais. Mas é necessária sua rigorosa execução, fiscalização, na prática. Foi isto que salvou e preservou para o Brasil, para os brasileiros, a nossa Amazônia.

RIQUEZA SE PRODUZ COM TRABALHO
Se o papel da direita é o de movimentar a economia, já que o capitalismo é o único sistema econômico que a civilização até agora conhece, que a História, com efetividade de atender, exercita, o papel das esquerdas é o de humanizar o trabalho e as relações entre trabalho e capital.

CADA MACACO NO SEU GALHO
Quando um pretende tomar o papel do outro, deixa de jouer son rôle, as coisas destrambelham. Se a palavra para a direita é PRODUZIR, para a esquerda é HUMANIZAR. Exemplo simples e caseiro é a Serra Pelada. Deixar os minerais no solo irá matar a fome de alguém, dar educação, saúde? Então, deixar lá por quê? Para quem? Sugiro a todos uma volta pela Vila de Serra Pelada, para um choque de realidade.

SERRA PELADA

Parte do Livro: O RETINIR DO MALHO NA BIGORNA, Pag.27

Quanta fortuna incontável lá se fez,
Da noite para o dia!
E tudo se evaporou,
tudo se dissipou, mera fumaça.

O que me valeu
Esta montanha inteira
Que movi, nas costas,
O suor e o tremor
Nas noites mortas,
A malária que me debilitou
Nas noites frias?

Tudo o que ali se ganhou,
Tudo o que se perdeu,
Tudo o que se sonhou,
De tudo mesmo, dessa fantasia,
Para cada um de nós,
O que foi que restou?

-Doença, fome, abandono, solidão,
E mais de trinta anos
Da mais lenta agonia.

 

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