Meteoritos, o que são, tipos, ocorrência no Brasil e curiosidades – Portal Canaã

Meteoritos, o que são, tipos, ocorrência no Brasil e curiosidades

O que são?

Meteoritos são fragmentos de corpos sólidos do Sistema Solar, que foram desagregados de asteroides, cometas, da Lua, de Marte, dentre outros corpos de origem, e que após vagarem por milhões ou bilhões de anos no espaço, cruzam a atmosfera terrestre e chegam até a superfície. Quando estes corpos ainda estão no espaço, são denominados meteoroides. Quando penetram na atmosfera terrestre, com velocidades que variam de 11 a 72 Km/s, o atrito com o ar faz com que produzam um efeito luminoso, denominado meteoro (popularmente conhecido como “estrela cadente”).

Diferença entre meteoro, meteorito, cometa e asteroide.

Caso algum fragmento chegue até a superfície, denomina-se então meteorito. Quando a queda é observada, classifica-se o meteorito como queda (ex.: o meteorito Vicência, que caiu em 2013), já se o meteorito foi simplesmente encontrado no campo, ele é classificado como achado (ex.: o meteorito Bendegó, encontrado em 1784). A maioria dos meteoritos catalogados são classificados como achado.

Fonte: Oliveira, 2015.

As quedas de meteoritos acontecem aleatoriamente, portanto podem cair em qualquer lugar da superfície terrestre e em qualquer momento. Apesar da Terra ser diariamente bombardeada por cerca de 40 toneladas de material cósmico (estimativa da NASA), grande parte dos fragmentos se desintegram completamente antes de chegar à superfície, e dos que chegam até o solo, poucos são descobertos, já que cerca de 2/3 caem no mar e outros caem em áreas desabitadas ou de difícil acesso.

Como os meteoritos são fragmentos de diversos corpos do Sistema Solar, quando são estudados podem trazer diversas informações sobre a origem e evolução destes corpos. Existem meteoritos que são mais antigos do que o próprio Sistema Solar, portanto podem servir de fonte para o estudo da nebulosa que originou o nosso sistema.

O estudo dos meteoritos não se restringe apenas aos astrônomos. Eles são estudados por diversos profissionais, dos mais diversos ramos da ciência, como geólogos e biólogos. No Brasil, aproximadamente 69 meteoritos já foram descobertos e catalogados oficialmente junto à Sociedade Meteorítica. Número extremamente baixo se comparado ao de países com área territorial semelhante, como os Estados Unidos e a Austrália, que já catalogaram oficialmente 1.754 e 666 meteoritos, respectivamente.

Tipos

Basicamente existem três tipos de meteoritos: rochosos, metálicos e mistos. Sendo os rochosos os mais comuns e os mistos os mais raros. A grande maioria dos meteoroides se desintegram completamente antes de chegar na superfície. No entanto, alguns corpos conseguem vencer a passagem atmosférica, por conta de seu tamanho ou velocidade baixa, e costumam produzir, além de um grande meteoro (denominado bólido), estrondos e assovios.

PRINCIPAIS TIPOS DE METEORITOS: Os meteoritos são divididos basicamente em três tipos: rochosos (aerólitos), formados basicamente de silicatos, metálicos (sideritos), formados basicamente de ferro-níquel e mistos (siderólitos), formados basicamente por ferro-níquel e silicatos. Estes três tipos são subdivididos em classes, e estas classes podem ser subdivididas em grupos menores. Os meteoritos rochosos são os mais comuns, correspondem a cerca de 92,8% dos meteoritos conhecidos.

Os metálicos são mais raros e correspondem a cerca de 5,7% dos meteoritos. E os mistos, tipo básico mais raro, perfazem apenas 1,5% dos meteoritos conhecidos. O gráfico abaixo apresenta os meteoritos brasileiros de acordo com os três tipos básicos de meteoritos: rochoso (aerólito), metálico (siderito) e misto (siderólito). A coleção brasileira é composta de 33 meteoritos rochosos, 35 meteoritos metálicos e 1 meteorito misto (Fonte: Oliveira, 2015).

Fonte: Oliveira, 2015.

Meteoritos rochosos – Os meteoritos rochosos são divididos em condritos e acondritos, sendo os condritos o tipo mais comum de meteorito, correspondendo a maior parte das quedas observadas e coletadas. Basicamente, os meteoritos condritos são aqueles que possuem côndrulos, pequenas esferas de minerais que variam de 0,1 a 4 mm, no entanto, existem alguns meteoritos do tipo condrito que não apresentam côndrulos.

 

Os condritos possuem composição muito semelhante ao do Sol. Seus principais componentes são minerais como olivina e piroxênios, além de ferro e níquel, cuja quantidade varia para cada tipo de condrito. São meteoritos rochosos que não sofreram diferenciação, ou seja, não foram fundidos no interior do corpo parental. Estes meteoritos são muito antigos, possuem de 4,55 a 4,6 bilhões de anos, portanto, são importantes fontes para o estudo da origem e evolução do Sistema Solar.

Os meteoritos acondritos são meteoritos que não possuem côndrulos, e são bem mais raros do que os meteoritos condritos, correspondendo a cerca de 7% dos meteoritos rochosos. São meteoritos que sofreram diferenciação (total ou parcial), possuem texturas distintas e são originários de processos ígneos. Como são formados por material fundido recristalizado, são importantes para o estudo das fontes de calor que existiram no início do Sistema Solar.

A classe dos acondritos inclui meteoritos oriundos de grandes asteroides, como Vesta, da Lua e de Marte, portanto são importantes para entender os processos de origem e evolução destes e de outros corpos, como a própria Terra. São provenientes do manto ou crosta do corpo parental.

O gráfico abaixo apresenta os meteoritos rochosos brasileiros, divididos entre os dois tipos básicos: condritos e acondritos. Os meteoritos rochosos catalogados no Brasil estão divididos da seguinte maneira: 29 meteoritos condritos e 4 meteoritos acondritos.

Fonte: Oliveira, 2015.

Condritos – Os meteoritos condritos estão divididos em classes: Enstatita condrito (E), Condritos ordinários (OC), Condritos carbonáceos (C), Kakangaritos (K) e Rumurutitos (R), sendo estas duas últimas classes as menores. Algumas classes se dividem ainda em grupos menores. Sobre os principais grupos de condritos:

  • Enstatita condrito (E) Trata-se de um grupo raro de meteoritos, correspondendo a 2% dos meteoritos rochosos. Estão divididos em dois grupos: alto teor de ferro (EH) e baixo teor de ferro (EL).
  • Condritos carbonáceos (C) Os meteoritos deste tipo são considerados os mais primitivos, seus elementos são os que mais se aproximam da composição do Sol. Possuem pouco ou nenhum ferro e estão divididos em oito tipos.
  • Condritos ordinários (OC) Trata-se do tipo mais comum de meteorito. Podem ser classificados em: H (alto teor de ferro – de 25 a 30%), L (baixo teor de ferro – de 20 a 25%) e LL (muito baixo teor de ferro). Destes três grupos, o L é o que corresponde a maior parte dos meteoritos ordinários.

CONDRITOS BRASILEIROS: Os meteoritos brasileiros rochosos condritos são todos do tipo condrito ordinário (OC).

Acondritos: Inicialmente foram classificados de acordo com a quantidade de cálcio (Ca), sendo então divididos em dois grupos: ricos e pobres em cálcio. Os ricos, apresentam de 5% a 25% de cálcio ou mais, os pobres, menos de 3% de cálcio. Estão divididos também em:

METEORITOS (HED): São meteoritos oriundos do grande asteroide Vesta, que possui 530 quilômetros de diâmetro. A origem dos meteoritos HED (Howarditos, eucritos e diogenitos), como sendo de um mesmo corpo parental, foi confirmada pela missão Dawn, da NASA.

  • Howarditos (HOW) São semelhantes aos solos regolíticos da Lua, e por conta da grande quantidade de cálcio apresentam uma crosta de fusão bem escura e brilhante.
  • Eucritos (EUC) Também apresentam crosta de fusão bem brilhante, se destacando do interior cinza claro. Trata-se do tipo mais comum de meteorito acondrito.
  • Diogenitos (DIO) São originários de regiões mais profundas, abaixo da crosta.
  • Angritos (ANG) Esta classe é nomeada segundo o meteorito brasileiro Angra dos Reis, que foi por mais de um século o único meteorito do tipo. Consta no Meteoritical Bulletin (até 17/08/2015) apenas 23 meteoritos angritos em todo o mundo.

Aubritos (AUB) São meteoritos pobres em ferro, apresenta o interior esbranquiçado e, em geral, crosta de fusão bege.

  • Ureilitos (URE) Existem evidências que sugerem que os Ureilitos sofreram violentos choques, capaz de transformar grafite em diamante. Inclusive, em 1888, foi descoberto diamantes em um meteorito deste tipo que caiu na Rússia em 1866.
  • Brachinitos (BRA) São meteoritos diferentes dos demais acondritos, e inicialmente eram classificados como “anômalos”. Consta no Meteoritical Bulletin (até 17/08/2015) 38 exemplares catalogados no mundo todo.

METEORITOS MARCIANOS (SNC): Os meteoritos marcianos são fragmentos que foram ejetados do planeta Marte e chegaram até a superfície terrestre. Interações gravitacionais entre os corpos do Sistema Solar causam perturbações que podem resultar em colisões cósmicas. Logo no início da formação Sistema Solar, tais colisões certamente foram muito mais frequentes e envolveram massas muito maiores, por isso não é difícil de imaginar que alguns corpos, razoavelmente grandes, foram destruídos e dispersos em tais eventos. Estes meteoritos trazem informações sobre os processos que ocorreram durante a história de Marte.

METEORITOS LUNARES: Meteoritos lunares são fragmentos ejetados da superfície lunar por meio de impactos, que foram capturados pelo campo gravitacional da Terra e chegaram até a superfície. Composição química, ráios de isótopos, mineralogia e textura dos meteoritos lunares são idênticos aos de amostras coletadas na Lua durante as missões Apollo. Existem 223 meteoritos lunares catalogados em todo o mundo (dados do Meteoritical Bulletin, até 17/08/2015), e em geral foram encontrados na Antártica ou em desertos

ACONDRITOS BRASILEIROS: A coleção brasileira de meteoritos possui quatro acondritos, os quais estão apresentados na tabela abaixo, com o seu respectivo tipo.

– Meteoritos sideritos: Os meteoritos sideritos (metálicos) perfazem cerca de 6% dos meteoritos. São oriundos do núcleo do corpo parental e constituídos basicamente por uma liga de ferro-níquel, apresentando pequenas quantidades de minerais. Uma das principais características deste tipo de meteorito, o que permite que sejam diferenciados das demais rochas terrestres, é o seu elevado peso. A densidade de um siderito é de cerca de 7g/cm³ a 8g/cm³. São também mais resistentes, do que qualquer outro tipo de meteorito, ao processo de intemperismo (conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas), portanto depois da queda são preservados por muito mais tempo, o que permite sua descoberta depois de muitos anos.

A grande maioria dos sideritos catalogados não tiveram queda observada. Uma curiosidade interessante, é que os sideritos foram utilizados por civilizações antigas, para cunhar armamentos e outros instrumentos. Existe ainda os sideritos “não agrupados”, que não se encaixam em nenhum dos 14 grupos químicos. Os meteoritos brasileiros Barbacena, Bocaiuva, Campinorte e Piedade do Bagre, são exemplos de meteoritos não agrupados.

– Meteoritos siderólitos: Dos três tipos básicos de meteoritos, os siderólitos (mistos) constituem o tipo mais raro, correspondendo a aproximadamente 1% dos meteoritos. Dos mais de 50.000 meteoritos catalogados no mundo todo, pouco mais de 300 são siderólitos. São provenientes do manto do corpo parental e são constituídos de 50% de ferro e 50% de silicatos, aproximadamente. Podem ser divididos em dois grupos: palasitos e mesosideritos.

– Mesosideritos: Apesar de serem constituídos aproximadamente pela mesma quantidade de ferro e silicatos, se diferenciam dos palasitos por serem compostos por uma mistura de fragmentos de diferentes corpos parentais. O gráfico abaixo apresenta os meteoritos siderólitos, do tipo palasito e mesosiderito, encontrados no mundo todo (dados do Meteoritical Bulletin, registrados até 21/07/2015).

Fonte: Oliveira 2015.

SIDERÓLITOS NO BRASIL: No Brasil, o meteorito Quijingue, encontrado na Bahia no ano de 1984, é o único meteorito do tipo siderólito descoberto e catalogado. Trata-se de um palasito com massa de 59 kg.

 

Ocorrência no Brasil

OS METEORITOS BRASILEIROS: Apesar dos poucos meteoritos descobertos e catalogados, o Brasil possui exemplares muito importantes, e alguns deles figuram entre os mais raros do mundo.

* Meteorito Bendegó: O meteorito Bendegó é um dos meteoritos brasileiros mais conhecidos, sendo o maior da coleção brasileira, com 5.360 quilos. Descoberto em 1784, foi por muito tempo o maior meteorito em exposição no mundo, depois de providenciado o seu transporte para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, após um século de sua descoberta. A notícia do achado de Bendegó chegou em diversos países, e viajantes famosos, como os naturalistas alemães Johann Spix e Carl Martius, visitaram o meteorito, que foi um dos primeiros no mundo a ter a origem extraterrestre reconhecida.

O meteorito foi descoberto por um garoto, Domingos da Motta Botelho, em 1784, enquanto campeava gado. O garoto percebeu que a pedra, grande e estranha, era diferente das demais rochas que havia na região. Depois de contar a descoberta para o seu pai, este um súdito ao governo, comunicou às autoridades que havia na região de Monte Santo uma “grande pedra”, na qual achava que podia conter elementos como prata e ouro. D.Rodrigo, governador na época, impressionado com a descoberta, pediu em 1785, um ano depois do achado, o transporte da rocha para a capital Salvador. Bernardo Carvalho da Cunha foi o encarregado para realizar o transporte.

Ele, em conjunto com 30 homens, após escavar ao redor do meteorito, conseguiu colocá-lo em uma carreta que havia sido construída exclusivamente para realizar o translado. A carreta era puxada por doze juntas de bois, que caminhavam vagarosamente por uma estrada que foi pavimentada até o Riacho Bendegó. Iniciado o transporte, tudo ocorria como planejado. Porém, ao se deparar com a descida do leito do riacho Bendegó, a carreta ganhou velocidade, pois não tinha freios, e correu o morro abaixo desenfreadamente, indo parar dentro do leito do riacho junto com o meteorito. Com o fracasso, abandonaram a missão. Comunicado sobre a falha no transporte, D. Rodrigo enviou amostras do meteorito para Portugal.

O fracasso arruinou o transporte do meteorito, mas foi ele que também permitiu que o Bendegó permanecesse no Brasil, pois talvez, este poderia ter sido levado para Portugal, ou até mesmo destruído em busca de metais preciosos. A notícia obviamente chegou a várias partes do mundo. Atraiu visitantes como A. F. Mornay em 1810, que suspeitou que a rocha poderia se tratar de um meteorito e foi até Monte Santo, onde encontrou o meteorito no mesmo lugar em que haviam deixado, e confirmou então a sua suspeita. O meteorito que havia então caído no riacho, na tentativa de locomoção para Salvador, permaneceu lá por 102 anos, quando Dom Pedro II tomou conhecimento de que aquela pedra era um meteorito, e providenciou o seu transporte para o Rio de Janeiro.

A remoção para o Rio teve apoio da Sociedade Brasileira de Geografia, e uma comissão foi criada para recuperar e dar início ao transporte do Bendegó. A comissão era formada pelo oficial aposentado da Guerra do Paraguai, Sr. José Carlos de Carvalho, e por dois engenheiros. A remoção do meteorito iniciou-se em 7 de setembro de 1887. Avançavam cerca de 900 metros por dia, para percorrer um trajeto de 113 Km, do ponto em que caiu pela primeira vez, no Riacho Bendegó, até a estação de Jacuricy. Depois de 116 dias, em 14 de maio de 1888 o meteorito chegou até a estação.

Em seguida, o meteorito foi de trem até Salvador, onde chegou no dia 22 de maio. Lá foi pesado e constatou-se que tinha então 5,36 toneladas, ficou em exposição em Salvador por alguns dias, sendo que no dia 1 de junho embarcou para Recife e em seguida para o destino final. Chegou ao Rio de Janeiro apenas no dia 15 de junho e foi recebido pela Princesa Isabel e entregue ao Arsenal de Marinha da Corte. Nas oficinas do arsenal fizeram cortes para o estudo do Bendegó, que foi transportado para o Museu Nacional em 27 de novembro de 1888, onde se encontra até os dias de hoje.

– Meteorito Angra dos Reis O meteorito caiu em janeiro de 1869, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, em frente à Igreja do Bonfim, na Praia Grande. A queda foi testemunhada por Joaquim Carlos Travassos e dois de seus escravos, que recuperaram dois fragmentos a cerca de 2 metros de profundidade. Um dos fragmentos ficou com o sogro de Travassos, que passou para as próximas gerações da família, e foi perdido, o outro foi doado para o Museu Nacional. Este chegou a ser furtado em 1997 por dois norte-americanos, Ronald Edward Farrelle e Frederick Marselli. Eles foram até o Museu Nacional com sua coleção de meteoritos para supostamente realizar uma troca de espécimes, o que é comum. Enquanto observavam os meteoritos brasileiros, furtaram o meteorito Angra dos Reis e colocaram uma réplica em seu lugar.

O meteorito foi recuperado pela astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, curadora de meteoritos no Museu Nacional, que percebeu que o Angra dos Reis legítimo havia sido trocado por uma réplica. Ronald Edward Farrelle e Frederick Marselli, já estavam no aeroporto, prontos para embarcar, quando a astrônoma impediu que eles deixassem o país levando o meteorito.

Com muita dificuldade ela convenceu os policiais federais a procurarem por eles, e depois de um bom tempo o meteorito foi encontrado em uma caixa, dentro de uma meia, em um sapato na mala, com a numeração, que o identifica, raspada. A tentativa de furto não foi por um motivo qualquer.

O meteorito Angra dos Reis figura entre os mais raros do mundo, e é muito valioso. Ele deu origem à classe dos meteoritos Angritos, e por mais de cem anos permaneceu como o único meteorito deste tipo. Atualmente existem 23 meteoritos angritos catalogados em todo o mundo, mas o Angra dos Reis se difere de todos eles, provavelmente porque é originado de um corpo parental diferente dos demais.

Estudos revelam que o meteorito possui 4,56 bilhões de anos, logo tem um grande valor científico. O fragmento doado ao Museu Nacional tinha cerca de 446 gramas, mas hoje restam apenas 61 gramas deste meteorito, devido à utilização para pesquisas e doações. Por conta do encaixe dos dois fragmentos encontrados na época, especula-se que exista um terceiro fragmento do meteorito na baía.

* Meteorito Ibitira: O meteorito teve sua queda presenciada no dia 30 de junho de 1957, por volta das 17h, na Fazenda Monjolo, em Martinho Campos, próximo de Ibitira, Minas Gerais. Este meteorito possui uma interessante história pois foi recuperado graças a um programa de busca. Enquanto o astrônomo amador Sr. Salles Lemos dirigia-se para Belo Horizonte, avistou a passagem de um bólido seguindo para oeste. O bólido era avermelhando, tornando-se prateado; ouviu-se então um barulho semelhante a trovão e uma longa trilha de fumaça foi deixada no céu durante e após a sua passagem. Salles, sócio do Clube de Estudos

Astronômicos César Lattes, hoje o CEAMIG, avisou o clube, que tomou diversas providências, como o envio de cartas circulares a todas as prefeituras municipais que estavam em um raio de 100 Km de Belo Horizonte e pedindo pelos jornais informações às pessoas que presenciaram o evento. Foram recebidas mais de trinta cartas com informações sobre o evento, o que foi crucial para determinar a trajetória real do bólido. Foram selecionadas 19 cartas para a realização de uma entrevista com o auxílio de instrumentos como mapas e bússolas, tendo todas as informações registradas. Depois de analisada as informações, as pesquisas foram direcionadas para a região de Martinho Campos, onde se presumia ter caído o meteorito.

Determinou-se posteriormente que o local da queda era Ibitira, onde observadores locais relataram ter observado a explosão do bólido e a queda de fragmentos. Uma busca, sem sucesso, foi feita no campo com o intuito de encontrar os fragmentos do meteorito. Em 3 de agosto, em uma segunda tentativa, descobriram que um Agricultor tinha achado um fragmento, que foi entregue a um farmacêutico local.

O meteorito de 2,5 Kg foi recuperado em um buraco de 20 cm de diâmetro e 25 cm de profundidade. O meteorito que tinha uma crosta de fusão preta brilhante, típica de acondritos, apresentava vesículas no seu interior, o que o diferenciava de qualquer outro meteorito. O Ibitira é um meteorito muito raro, apresentando muito valor para os estudos científicos e para colecionadores, por conta de suas diversas particularidades.

* Meteorito Governador Valadares: Não se sabe muito sobre o achado desse meteorito. Sabe-se que foi encontrado por um garimpeiro, por volta de 1958, próximo de Governador Valadares, Minas Gerais. Consta apenas um fragmento de 158 gramas, bem preservado, mostrando praticamente nenhum sinal de que tenha ficado exposto ao tempo. Possui crosta de fusão preta brilhante e vítrea, que cobre quase toda a sua superfície. O meteorito Governador Valadares é o único meteorito marciano encontrado no Brasil e é classificado como Nakhlito.

* Meteorito Santa Catharina: O meteorito Santa Catharina teria sido encontrado em 1875, na ilha de São Francisco do Sul. É considerado o meteorito com maior teor de níquel do mundo, com 66,5%. A princípio pensaram que se tratava de uma mina de níquel, e cerca de 25 toneladas foram exportadas para a Inglaterra, restando pouquíssimo material.

O maior bloco encontrado foi do pêso de cêrca de 2 250 quilogramas. Vários outros de menores dimensões, completaram o pêso total exportado do lugar. Infelizmente, êstes blocos foram reduzidos a fragmentos para facilitar o transporte e a maior parte foi fundida para extração do níquel antes de ser reconhecido o grande interesse científico que se liga a este. Entretanto, acham-se conservadas amostras em quase todas as principais coleções de meteoritos”.

* Meteorito Vicência: O meteorito Vicência é um dos meteoritos mais novos da coleção brasileira e possui uma interessante história. A queda do meteorito aconteceu no dia 21 de setembro de 2013, e foi presenciada pelo Sr. Adeilson, enquanto trabalhava em frente da sua marcenaria, em Borracha, distrito do município de Vicência, que fica a cerca de 120 Km de Recife-PE. Por volta das 15h, Sr. Adeilson abaixou-se para pegar algo no chão, quando de repente escutou um barulho muito alto de alguma coisa que tinha acabado de cair bem próximo dele.

Apesar de não saber ao certo o que tinha acontecido, ele logo notou uma pedra escura a menos de 1 metro dele. Um lado da “pedra” ainda estava quente, e o outro já frio. Muitos vizinhos que estavam em frente de suas casas presenciaram a queda do meteorito. Diferentemente do que muitos pensam, eles ouviram apenas o barulho do impacto do meteorito no solo, não avistando nenhuma bola de fogo no céu. Um ou dois vizinhos estavam no local exato da queda alguns minutos antes.

André Moutinho, grande colecionador de meteoritos, e a astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, curadora de meteoritos no Museu Nacional, tomaram conhecimento sobre a queda do meteorito e foram até Borracha. Chegando lá, no dia 28, encontraram o Sr. Adeilson, que já estava famoso na vila pelas diversas entrevistas concedidas para portais de notícias, canais de TV e rádios locais.

Felizmente, o meteorito ainda estava em suas mãos, apesar das várias ofertas de compra que foram negadas por ele, como a de um morador local que ofereceu uma moto em troca do meteorito. No dia seguinte, conversaram com o prefeito de Vicência, Maria Elizabeth disse que forneceria uma réplica do meteorito para cidade e voltaria para organizar uma exposição de meteoritos, se pudessem comprar o meteorito do Sr. Adeilson. Em seguida, voltaram para a casa do Sr. Adeilson, que aceitou vender o meteorito. O meteorito Vicência possui 1540 gramas, é um condrito ordinário do tipo LL3.2, o que o torna um meteorito raro, já que existem apenas mais três quedas na história de meteoritos deste tipo de condrito primitivo.

Já foram feitas trocas deste meteorito com diversas instituições do mundo, entre elas: Universidade do Novo México, Universidade do Arizona, Museu Nacional- UFRJ, Universidade da Califórnia e Smithsonian Institution. O meteorito também foi destaque no artigo publicado pelo Meteoritics and Planetary Science, em junho de 2015: “The Vicência meteorite fall: A new unshocked (S1) weakly metamorphosed (3.2) LL chondrite”.

 

Asteróides

São corpos metálicos e rochosos que orbitam o Sol, não possuem atmosfera e são muito pequenos para serem considerados planetas. São conhecidos como “planetas secundários”, e dezenas de milhares deles estão localizados no Cinturão de Asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Acredita-se que os asteroides sejam materiais primordiais que foram impedidos pela forte gravidade de Júpiter de se agregarem para a formação de um planeta, quando o Sistema Solar estava em formação, há 4,6 bilhões de anos.

Estima-se que se todos os asteroides fossem comprimidos em uma única massa, seria formado um corpo de aproximadamente 1.500 quilômetros de diâmetro, o que é menor do que a Lua. O tamanho dos asteroides conhecidos varia de 1 metro a 1.000 quilômetros, como por exemplo Ceres, que possui cerca de 950 quilômetros de diâmetro. Aproximadamente 16 asteroides conhecidos possuem diâmetro igual ou superior a 240 quilômetros. Geralmente apresentam formato irregular, embora alguns sejam quase esféricos.

A maior parte dos asteroides do Cinturão Principal possuem órbita elíptica e estável, levando de três a seis anos para completar uma volta em torno do Sol; realizam também movimento de rotação, muitas vezes bastante irregular. Mais de 150 asteroides são conhecidos por terem uma pequena lua, sendo que alguns apresentam duas luas. Existem ainda asteroides binários, ou seja, quando dois asteroides de tamanhos similares orbitam um ao outro. São divididos em três classes de composição: C, S e M.

Eles são classificados de acordo com a refletividade, brilho intrínseco e composição. O tipo C, condrito, é o mais comum, representando mais de 75% dos asteroides. Possuem aparência escura e composição semelhante à do Sol, porém são pobres em hidrogênio, hélio e outros elementos voláteis. Os asteroides do tipo C orbitam regiões externas do cinturão principal e estão entre os objetos mais antigos do Sistema Solar. Os do tipo S apresentam composição mista, ferro e silicatos, são relativamente brilhantes e dominam o interior do cinturão principal. Por fim, os asteroides do tipo M, apresentam composição metálica e são relativamente brilhantes, habitam a região média do cinturão principal.

Asteroide 243 Ida e sua lua, fotografados pela sonda Galileo. Crédito de imagem: NASA/JPL.

Os asteroides que possuem órbita que passa próxima da Terra são denominados NEOs (Near Earth Objects, do inglês) ou NEAs (Near Earth Asteroids, do inglês). Mais de 10.000 asteroides “NEOs” já foram identificados, cerca de 860 deles possuem mais de 1 Km de diâmetro, e mais de 1.400 são classificados como potencialmente perigosos, ou seja, aqueles que podem apresentar alguma ameaça para a Terra.

Curiosidades

A QUEDA DE UM METEORITO -> Os meteoroides penetram na atmosfera terrestre com velocidades de 11 Km/s a 72 Km/s. A velocidade de entrada vai depender se o meteoroide está no mesmo sentido de rotação da Terra (meteoro com baixa velocidade), ou se está no sentido contrário ao de rotação da Terra (meteoro com alta velocidade). Após penetrarem na atmosfera, os meteoroides vão sendo freados e perdem velocidade. Além de o atrito com o ar os tornarem incandescentes.

No caso de objetos maiores, a queda do meteorito é marcada por um bólido, que pode ser tão brilhante quanto a Lua ou o Sol, podendo ainda deixar rastros de fumaça no céu. Vale ressaltar, que um observador que esteja na exata região da queda do meteorito não conseguirá observar o bólido. Ele vai observar apenas uma bola brilhante crescente e sem cauda. Em 2010, o agricultor Germano da Silva Oliveira, presenciou a queda de um meteorito, na zona rural de Varre-Sai, no Rio de Janeiro, ele descreve que observou uma nuvem avermelhada rodando, que em seguida explodiu e produziu alguns estrondos menores. Posteriormente, ele encontrou um fragmento de cerca de 600 gramas.

Rastro de fumaça deixado pelo meteorito que caiu em Chelyabinsk, nos Montes Urais, Rússia. Crédito de imagem: Alex Alishevskikh – Flickr: Meteor trace, via Wikipédia.

A atmosfera terrestre só é capaz de frear de forma total meteoroides de até 10 toneladas. Quando um meteorito tem sua queda observada, como o Varre-Sai, Vicência, Angra dos Reis, por exemplo, ele é denominado queda. Se ele for simplesmente encontrado no campo, ele é denominado achado. A maior parte dos meteoritos são achados, visto a raridade de presenciar a queda de um deles.

Fonte: Oliveira, 2015.
Fonte: Oliveira, 2015.
Fonte: Oliveira, 2015.

CRATERAS METEORÍTICAS: As crateras meteoríticas, ou crateras de impacto, são formadas quando um planeta ou satélite é atingido por grandes asteroides. Apenas meteoroides de até 10 toneladas são freados pela atmosfera terrestre; os asteroides maiores do que isto manterão parte da sua velocidade cósmica. Os corpos acima de 100 toneladas, por exemplo, mantêm 50% da sua velocidade cósmica.

Observando a Lua com um telescópio ou binóculo é possível observar inúmeras crateras na superfície (a “face oculta” da Lua possui ainda mais crateras!), que são resultado do intenso bombardeio de meteoritos que o nosso satélite sofreu há bilhões de anos atrás. Mas crateras meteoríticas não ocorrem apenas na Lua, as sondas espaciais já mostraram que todos os planetas rochosos e satélites do Sistema Solar apresentam sinais de impacto de grandes asteroides. Atualmente, são conhecidas cerca de 200 crateras meteoríticas espalhadas pelo mundo. No entanto, a Terra, assim como a Lua, provavelmente sofreu no passado um grande bombardeio de meteoritos, mas as crateras desapareceram devido ao processo de erosão, vulcanismo e tectônica de placas.

A descoberta da primeira cratera meteorítica na Terra aconteceu por volta de 1870, no Arizona, hoje conhecida como Cratera do Meteoro ou Cratera de Barringer. A princípio, acreditava-se que a cratera era na verdade um vulcão extinto. Porém, existiam pedaços metálicos ao seu redor, que posteriormente foram identificados como meteoritos por um comerciante de minerais, que publicou um artigo descrevendo detalhadamente a cratera.

Na década de 1920, Barringer supôs que existia um grande meteorito enterrado no fundo da cratera. Ele investiu muito dinheiro em busca do meteorito, mas não encontrou nada. Em geral, meteoritos com velocidade final de até 4 Km/s atingem o solo e produzem uma cratera com diâmetro superior ao do meteorito; fragmentos do meteorito e do solo serão lançados para todas as direções. Caso o meteorito tenha uma velocidade final superior a 4 Km/s, o que é possível apenas se ele tiver mais de 10 toneladas, nenhum fragmento do meteorito é encontrado no interior, por conta da explosão provocada. No entanto, vale ressaltar que o impacto causado por um meteorito quando atinge o solo dependerá de diversos fatores, como a velocidade, massa, tipo de solo em que ocorrerá a queda, resistência, etc.

* Crateras meteoríticas no Brasil No Brasil: já foram identificadas e comprovadas 6 crateras meteoríticas, as quais estão listadas na tabela abaixo:

IDENTIFICANDO METEORITOS

Para diferenciar um meteorito das demais rochas terrestres requer o conhecimento de algumas características típicas dos meteoritos. Vale ressaltar, que não existe uma característica específica que caracteriza claramente se uma rocha é ou não um meteorito, existem muitos minerais e rochas terrestres que são comumente confundidos com meteoritos (meteorwrongs).

* Crosta de fusão: Durante a passagem atmosférica as camadas externas do meteorito fundem-se e vaporizam, ao chegar na superfície é possível notar apenas uma fina camada (em geral de 1 a 2 mm) deste material fundido, denominado crosta de fusão. A crosta de fusão em geral é preta, mas pode apresentar outras colorações como cinza, marrom e verde. Todo meteorito recém caído irá apresentar uma crosta de fusão evidente, que com o passar do tempo em ambiente terrestre vai ficando mais clara e se perdendo.

Crosta de fusão de um meteorito. Fonte: Oliveira, 2015.

* Forma indefinida: Meteoritos não possuem uma forma definida, até mesmo porque antes de entrarem na atmosfera terrestre sofrem grandes alterações de formato devido as colisões cósmicas. Depois, quando penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos da ablação (queima) e geralmente fragmentação. Contudo, não são fininhos e compridos, nem redondinhos e polidos por fora, e raramente apresentam formatos aerodinâmicos. Na imagem a baixo, uma massa do meteorito Henbury que lembra um pássaro.

Forma indefinidade. Fonte: Oliveira 2015.

* Forma indefinida: Meteoritos não possuem uma forma definida, até mesmo porque antes de entrarem na atmosfera terrestre sofrem grandes alterações de formato devido as colisões cósmicas. Depois, quando penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos da ablação (queima) e geralmente fragmentação. Contudo, não são fininhos e compridos, nem redondinhos e polidos por fora, e raramente apresentam formatos aerodinâmicos.

* Densidade: Em geral, os meteoritos são um pouco ou muito mais pesados do que uma rocha terrestre de tamanho similar, já que a grande maioria apresenta ferro e níquel, variando apenas a quantidade em cada tipo de meteorito. Os metálicos são cerca de 3-4 vezes mais pesados do que uma rocha terrestre de tamanho similar, pois são basicamente constituídos por ferro e níquel, apresentando uma densidade de ~ 7 a 8 g/cm³.

* Regmaglitos: Em geral, os meteoritos apresentam sulcos e depressões na superfície (regmaglitos), que se assemelham com marcas de dedos deixadas em uma massa de modelar. Os regmaglitos são consequência da ablação (queima) durante a passagem atmosférica. Meteoritos que sofrem fragmentação no final do percurso de queda apresentam menos regmaglitos, como por exemplo os meteoritos rochosos. Já nos meteoritos metálicos essa característica costuma ser bem mais evidente.

* Magnetismo: Praticamente todos os meteoritos são atraídos por ímã, uma vez que a grande maioria deles possui ferro em sua composição; são raras as exceções de meteoritos que não apresentam essa propriedade. Nos meteoritos metálicos, obviamente, a atração é bem mais forte. Contudo, vale lembrar que nem toda pedra atraída por ímã é um meteorito. Existem inúmeras rochas terrestres que são atraídas por ímã.

* Interior dos meteoritos: Na grande parte das quedas (cerca de 86%) os meteoritos apresentam o interior mais claro, semelhante a cor de cimento, com pequenos pontos de ferrugem (amarronzados), por conta da oxidação em ambiente terrestre das partículas de ferro. Essas características são válidas para a maioria dos meteoritos, que são os rochosos do tipo condrito. Nos meteoritos metálicos, segundo tipo básico mais ‘popular’, o interior apresenta-se completamente prateado como aço. Lembre-se ainda: o interior dos meteoritos é compacto, ou seja, sem vesículas (buracos) como uma esponja.

* Presença de ferro e níquel Como já dito, a grande maioria dos meteoritos contém ferro e níquel. Quando lixados vão exibir o interior com pontinhos prateados (no caso da grande parte dos meteoritos rochosos), ou inteiramente prateado como aço (no caso dos meteoritos metálicos). A quantidade de pontinhos prateados nos meteoritos rochosos varia de acordo com a quantidade de ferro destes meteoritos. Nos meteoritos do tipo metálico, o interior será sempre prateado como aço.

* Presença de côndrulos: Como também já dito anteriormente, os meteoritos rochosos do tipo condrito são os mais abundantes. Uma das características deste tipo de meteorito são os côndrulos, esférulas ovais ou elipsoidais de minerais. Os côndrulos estão presentes apenas nos meteoritos do tipo condrito, sendo que alguns poucos meteoritos deste tipo não apresentam côndrulos. Em alguns tipos de condrito eles são muito bem definidos, como nos condritos do tipo 3. Nos condritos do tipo 4 já são bem definidos, e chegando nos condritos do tipo 6, os côndrulos são mal definidos.

Na imagem acima, côndrulos definidos do meteorito Vicência (LL 3.2). Crédito: © André Moutinho, www.meteorito.com.br
Fonte: www.meteorito.com.br
  • Onde podemos encontrar um meteorito? O melhor lugar para se achar um meteorito é onde já se achou outro, nos chamados campos de dispersão. Os meteoritos explodem a uma altura de aproximadamente 10 quilômetros, depois caem em queda livre até a superfície, espalhando fragmentos ao longo da sua trajetória, denominada elipse de dispersão, que pode atingir quilômetros. Portanto, em um lugar que já foi encontrado um meteorito é possível encontrar outros fragmentos de tal queda.
Ocorrência de meteoritos no Brasil. Fonte: Oliveira, 2015.
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