Mais de cinco mil pessoas acompanharam a live sobre a Província Mineral de Carajás

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Estrada de Carajás Foto: Ricardo Teles

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) promoveu, na tarde desta quinta-feira (14), a live “Evolução geotectônica e metalogenética da Província Mineral de Carajás”. A apresentação foi feita pelo chefe da Divisão de Geologia Econômica da CPRM, Felipe Tavares, e transmitida no perfil da empresa no Facebook e pelo canal do YouTube.

Durante cerca de 1h30min, o pesquisador tratou dos aspectos geológicos e metalogenéticos da Província Mineral de Carajás, localizada no sudeste do estado do Pará. A região abriga jazimentos gigantes de ferro, além de depósitos importantes de cobre, ouro, manganês, níquel, platinoides (EGP), terras raras (ETR), cromo, alumínio, estanho, urânio, tungstênio e zinco. “É um trabalho muito amplo, que já resultou em teses de pós-graduação, como a minha. Há muitos dados sendo produzidos nos últimos tempos. É um excelente momento para falarmos de Carajás”, argumentou o geólogo.

Segundo Tavares, a região é a segunda maior arrecadadora da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) do país, atrás apenas do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. “Mas, com certeza, é a maior província mineral do Brasil, ainda há potencial enorme para novas descobertas”, informou. De acordo com o geólogo, a porção nordeste da Província, a mais rica em depósitos minerais, também apresenta o conhecimento geológico mais denso.

A CPRM já publicou diversos produtos sobre Carajás nos últimos anos, inclusive um novo mapa de integração geológico-geofísica da província inteira. “Novos dados foram produzidos nos últimos anos e uma nova versão será lançada em breve”, informou o pesquisador.

Logo no início de sua exposição, Tavares esclareceu que há mais de uma nomenclatura e interpretação por trás de Carajás. “São muitos Carajás, que podem ter diferentes significados. Aqui, vou falar sobre a Província Mineral de Carajás.” Elencando algumas das demais interpretações sobre a região, o geólogo continuou. “O que se chama de Província Mineral de Carajás é a grande concentração de depósitos minerais metálicos — resultante da superposição de múltiplos processos de mineralização ao longo de mais de 1 bilhão de anos de atividades metalogenéticas encontrados na parte norte do bloco Carajás.”

Ainda de acordo com Tavares, o conhecimento apresentado na live é fruto de trabalho coletivo de 12 anos, já que a CPRM atua sistematicamente em Carajás desde 2008. Ele também afirmou que a CPRM estudou a região na década de 1980, quando os primeiros mapas da província foram publicados. “A CPRM é minha casa, gosto muito de trabalhar em uma empresa tão comprometida com a correta exploração dos recursos minerais do Brasil. Espero que a gente consiga, com estas informações, contribuir para a evolução do conhecimento geológico no país”.

Aperte a live e confira a live completa:

Com informações da CPRM.

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