Vale confirma que Conselho avaliará expansão do Salobo em Marabá


A mineradora Vale afirmou nesta terça-feira (9) que vai submeter ao Conselho de Administração da companhia proposta da segunda expansão do Complexo Minerário de Salobo, confirmando reportagem da Reuters publicada na véspera.

Segundo disseram à Reuters fontes com conhecimento do assunto, o conselho da Vale deverá aprovar a expansão da mina de cobre de Salobo, no Município de Marabá/PA, em reunião no próximo dia 24.

A companhia ressaltou em nota, entretanto, que ainda não houve qualquer deliberação sobre este projeto no âmbito do conselho.

E que, se houver aprovação, o projeto dependerá da obtenção das licenças necessárias.

“Por fim, esclarecemos que a expansão não configura fato relevante por se tratar de um investimento plurianual, com dispêndios anuais marginais em relação à geração de caixa projetada, e, também, pelo limitado impacto do projeto no portfólio global da companhia”, disse o diretor financeiro e de relações com investidores, Luciano Siani, em nota.

O Salobo

Salobo é o segundo projeto de cobre desenvolvido pela Vale no Brasil. A mina está localizada em Marabá, sudeste paraense, e entrou em operação em novembro de 2012. O empreendimento tem capacidade nominal estimada de 100 mil toneladas anuais de cobre em concentrado. Com a expansão da operação, o Salobo II, a capacidade de produção do empreendimento será duplicada para 200 mil toneladas anuais do produto.

Salobo envolve a operação integrada de lavra a céu aberto, beneficiamento, transporte e embarque. O escoamento da produção é feito por rodovia, da mina até terminal ferroviário existente da Vale em Parauapebas (PA), de onde é transportada pela Estrada de Ferro Carajás até o terminal marítimo de Ponta da Madeira (MA).

Em 2013, a unidade produziu 65 mil toneladas de cobre contido em concentrado. No primeiro semestre de 2014, foram produzidas 40,8 mil toneladas do produto. O cobre é um dos metais mais utilizados no mundo hoje, atrás apenas do ferro e do alumínio, sendo largamente empregado na geração e na transmissão de energia, em fiações e em praticamente todos os equipamentos eletrônicos – como a televisão e o telefone celular.

Por Roberto Samora  – Reuters/Investing e Portal Canaã

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