Educação

SINTEPP “rasga” calendário de volta às aulas da SEDUC e deflagra greve em todo o Pará

Em uma assembleia geral realizada via internet, o Sindicato dos Profissionais da Educação Pública do Pará - SINTEPP decidiu desobedecer a convocação da SEDUC de retorno às aulas e deflagrou greve, por tempo indeterminado.

Chamada de Greve Sanitária em defesa da vida, a decisão foi contra a determinação da SEDUC de retomada das aulas presenciais de forma progressiva, divulgada pelo governo do Pará desde segunda-feira, 02.

O governo do Pará anunciou no dia 23 de Julho, que as aulas deveriam voltar de forma presencial no dia 2 de agosto, com 25% de alunos em sala. Segundo a SEDUC, a decisão foi tomada após a constatação de que já houve a imunização parcial dos profissionais da educação e uma redução considerável na taxa de ocupação de leitos nos hospitais do estado. As demais séries deveriam retornar 15 dias depois, também com 25% das turmas, alternando os dias de aulas presenciais. A educação especial retornaria em 30 de agosto.

Para o governador Helder Barbalho, a volta às aulas deveriam ser em formato híbrido, ou seja, aqueles que desejassem continuar estudando de forma remota, teriam essa opção.

“Não faremos o retorno simultâneo para todas as séries, mas o importante é que a decisão de retornar às aulas é fruto da avaliação epidemiológica”, disse Helder ainda no mês de Julho, quando anunciou a decisão de retorno das aulas presenciais.

A SEDUC justificou que o Plano de Retomada seria gradual, por grupos, com as aulas presenciais para os alunos do 3ª ano do Ensino Médio, alunos do 9º ano do Fundamental e 5º ano do Fundamental.

As escolas teriam apenas 25% dos alunos de cada turma e todos os estudantes receberiam máscaras, sendo que pias foram instaladas para a lavagem das mãos, mas mesmo assim, o SINTEPP cobra que “o governo possa garantir, de fato, estruturas tanto aos estudantes, quanto aos professores, para que as atividades remotas ocorram com mais sucesso e garantindo a inclusão de todos nessas atividades”.

A partir de quarta-feira (28), o site da Seduc vai fornecer o calendário de retorno às aulas.

Mesmo em greve, o sindicato alega que os professores estarão ministrando as aulas remotas.

O sindicato também alega que a maioria das escolas estaduais estão em situação precária e sem condições higiênicas para evitar a proliferação do Coronavírus e que

só voltarão às salas de aula quando o ciclo de imunização estiver concluso. Ou seja, quando todos os professores de demais profissionais da educação pública no Pará estejam vacinados com a segunda dose.

A decisão pela greve também cita o risco de uma terceira onda por conta da variante Delta e o fato da os estudante também não estarem vacinados.

Alegando que as orientações da SEDUC estão cheias de “debilidades pedagógicas” e comparar com o ensino híbrido desenvolvido pela rede particular, que segundo o sindicato é muito melhor, alegando que o governo tentou copiar o modelo privado.

Mesmo ciente da aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, os professores decidiram pela greve, alegando que “o governo segue ignorando uma diagnose sobre as reais condições de aprendizagem e psicológicas dos estudantes para subsidiar a retomada dos conteúdos pedagógicos na perspectiva do retorno presencial das aulas”.

Só retomaremos as atividades presenciais nas escolas, com atividades docentes, após a imunização total dos (as) trabalhadores (as) em educação, considerando um calendário unitário para a Educação Pública no Pará, diz o SINTEPP.

O SINTEPP também anunciou as próximas atividades sindicais, que são:

– 11 de agosto: Ato unificado com estudantes na Seduc, às 9h;

– Debate sobre a reforma administrativa (data a confirmar);

– 18 de agosto – Participação na Greve Geral Nacional do conjunto dos trabalhadores contra a Reforma Administrativa;

– Ato na Seplad, às 9h, pelo Piso Nacional (data a confirmar).

Veja os comentários

  • é uma falta de vergonha dizer que as aulas só volta no ano que vem esse ano é praticamente perdido mesmo assim os professores passam os alunos sem saber de nada é um absurdo uma coisa dessa acontecer esse governador Helder é uma vergonha.

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Por
Diógenes Brandão