Duas coisas revelam o Brasil: pornografia e Bolsonaro


Uma matéria da revista Super Interessante publicada em maio deste ano trouxe números pra lá de controversos: o Brasil, pais que mais mata homossexuais no mundo, é o que mais procura por transexuais no Redtube, o YouTube pornô. Tanta putaria enrustida é algo quase incompreensível, visto que o brasileiro parece amar a homossexualidade entre quatro paredes, mas abomina o gay nas ruas. E o ódio pelo diferente é incitado pelo moralismo de goela proferido pelos líder das pesquisas eleitorais no Brasil, Jair Bolsonaro.
Entre as frases mais utilizadas pelo fascista, as máximas “ter filho gay é falta de porrada”, “não vou combater, nem discriminar, mas se eu vir dois homens na rua se beijando, vou bater”, “o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro ele muda o comportamento dele. Tá certo? Já ouvi de alguns aqui, olha, ainda bem que levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem”, incentivam a violência contra o público LGBT. O título de homofóbico não recai sobre Bolsonaro atoa; é o que ele é e nada pode consertar isso.
Em defesa da família, da moral e dos bons costumes, Jair dissemina ódio e estimula, ainda que sem perceber, uma estatística criminosa para qualquer país do mundo. O Brasil, uma das federações com maior potencial econômico do planeta, dá de cara com alguém que personifica o ódio e que destrói nossas chances de abandonar números tão tristes.
Mas onde reside a explicação para o tesão na pornografia transex? E a curiosidade pelos travestis? Como se explica o amor pela suruba em um país cada vez mais conservador? Bom, talvez a variável se explique por meio da hipocrisia… Quem diria.
O Brasil investe cada vez mais tempo na procura por putaria gay, surubas homéricas, masturbações clássicas, foursome, ménage… tudo entre quatro paredes dos quartos, dos banheiros… Escondido e de arma em riste, todo mundo adora uma putaria…
Nada revela mais sobre os brasileiros do que Bolsonaro e a pornografia.
De um lado, a defesa pelos bons costumes, armas e um país não-laico.
Do outro, o irreparável do tesão entre quatro paredes, a abençoada internet e toda a putaria que ela traz. Deus abençoe os gays, lésbicas, transex, travestis e imorais…
A pornografia e Bolsonaro revelam um país hipócrita, que emburrece com o passar dos anos e que não se assume pior hoje do que era há algum tempo.
Mas a pergunta que não quer calar é: por que não amar os gays dentro e fora do quarto? Ninguém vai te julgar por isso; você é que julga os outros e isso precisa acabar.
Por. Kleysykennyson Carneiro
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