Venda ilegal de certificados na internet vira caso de polícia em Canaã dos Carajás

Foto: Silvia Lopes

Concluir os estudos é o sonho de muitos brasileiros que, por algum motivo, não tiveram a oportunidades de frequentar as salas de aula até o final das etapas de ensino. Em Canaã dos Carajás, tem gente se aproveitando dessa fragilidade de uma parcela da população para ganhar dinheiro. Nas redes sociais, um anúncio chamou a atenção de muita gente. Certificados de conclusão do ensino médio por uma quantia de 400 reais. O falso anúncio informava que o documento era emitido pela Escola Estadual João Nelson dos Prazeres Henriques . Algo que não condiz com a política de ensino da escola. “Essa pessoa está se aproveitando porque tem muito gente querendo emprego imediato, no entanto, as empresas querem o ensino médio completo e como o candidato não tem, ele acaba recorrendo a esse meio fraudulento. Para os nossos alunos terem acesso ao certificado de conclusão de ensino médio é necessário estar presente para assinar o documento ou somente através de uma procuração autenticada em cartório, de outra forma não tem como conseguir”, relatou a diretora da escola Fernanda Maria.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver a troca de mensagens entre o golpista e uma pessoa interessada. Nele, o criminoso fala com propriedade acerca da autenticidade do documento além de conversas que comprovam que alguns clientes já haviam tido acesso ao falso documento.

O caso foi registrado na delegacia de Policia Civil. A reportagem do Portal Canaã tentou entrar em contato com o falsificador que se apresentava como Marcos Silva, através do número divulgado no anúncio, mas a ligação era encaminhada direto para a caixa postal. “Após tomar conhecimento do ocorrido eu fui em busca de falar com essa pessoa, mas parece que ela sumiu do mapa. É criminoso tanto quem está vendendo, quanto quem está comprando esse certificado. Mas eu já tomei a iniciativa de ir na delegacia e registrar o Boletim de Ocorrência. Nós também informamos a nossa 21ª Regional de Parauapebas sobre essa situação”.

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