Primeiro dia de Festival Literário e Artístico de Canaã dos Carajás e Show do Pensador atrai multidão

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Foto: Júnior Gomes
Foto: Júnior Gomes

A cada Stand, a possibilidade de uma nova viagem pelo universo da literatura brasileira. Estudantes e educadores da rede pública de ensino de Canaã dos Carajás não economizaram criatividade para proporcionar aos visitantes, um conteúdo repleto de informações acerca das mais variadas obras e produção de artísticas.

Todos esse leque temático faz parte da programação do “1º Festival Literário e Artístico de Canaã dos Carajás” – FLACC, que iniciou na noite desta quarta-feira, 20.

Com o tema “Um país se faz com homens e livros”, frase usada pelo escritor Monteiro Lobato, a Praça da Bíblia, no Bairro Novo Horizonte, se transformou em um espaço onde é possível estimular a leitura através do acesso a acervos que possibilitam o despertar da comunidade local para os mais variados trabalhos desenvolvidos por diversos artistas brasileiros. “ A prática da leitura é consolidada na rede municipal de ensino, e a realização do FLACC é justamente para que a comunidade veja e possa apreciar tudo aquilo que é feito dentro das escolas. Nós acreditamos nessa proposta de Monteiro Lobato, porque é através da leitura que a gente consegue desvendar todos os mistérios, conseguimos evoluir o desenvolvimento cognitivo e crítico e a nossa maneira de olhar e interagir com o mundo”, explicou Roselma Milane, secretária de educação.

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Foto: Júnior Gomes

Caracterizados de Willian Bonner e Maria Júlia Coutinho, estudantes Danilo Ferreira e Leandra Senna, exploraram o mundo da comunicação, desde o seu surgimento, dificuldades e dias atuais. “Eu não sabia, por exemplo, que no início, todo o processo de implantação da televisão havia falido, mas o idealizador não desistiu e a tornou um objeto de revolução na sua época”, explicou Danilo, 14.

No palco, um dos ícones do happer brasileiro fazia estremecer os fãs que, eufóricos, gritavam, cantavam e distribuíam as melhores energias para o músico que, em pleno Dia Nacional da Consciência Negra, discursava em suas composições o fim de um dos cânceres que insiste em imperar em meio à sociedade, o racismo, além de reforçar a sua luta diária por uma sociedade igualitária. Pela primeira vez em Canaã dos Carajás, o rapper, compositor e escritor arrastou uma multidão para um show que ficou marcado na história da cidade.

Em entrevista ao Portal Canaã, o músico falou sobre a tratativa do racismo em pleno século XXI. “É uma pena que a gente não tenha evoluído tanto na questão do respeito às diferenças em geral e na questão do racismo, especificamente. Parece que, às vezes, ao invés de evoluir, a gente regride, portanto, é importante mesmo a gente marcar esse tema que é um assunto que eu falo desde sempre, desde o meu primeiro disco, que é muito importante para mim. Eu cheguei a invadir palcos antes de ser artista, para pedir para cantar, para falar sobre esse assunto através da minha música “Lavagem cerebral, racismo é burrice”. Esse assunto também serve para refletirmos sobre outros também como o preconceito racial, social, intolerância religiosa e sexual”.

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