Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e da Frente Povo Sem Medo invadiram, na manhã desta segunda-feira (16), o apartamento tríplex no Guarujá (litoral de São Paulo) que levou à condenação e à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Polícia Militar foi notificada da ação às 8h58 e estava no local. A ocupação foi classificada pela PM como “manifestação do MTST” de caráter pacífico.

Os manifestantes colocaram uma grande faixa do movimento na varanda do tríplex, que é virada para a fachada no prédio. Um grupo de militantes também de aglomerou na rua em frente ao edifício, que fica em frente para a praia de Astúrias, gritando palavras de ordem.

O anúncio da ocupação foi feito pelo coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência pelo PSOL, por meio das suas redes sociais. “Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso?”, disse em postagem do Twitter.

Ao UOL, Boulos afirmou que cerca de 250 pessoas participam da ação desde as 8h e que elas permanecerão no local por tempo indeterminado. Segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, são cerca de cem manifestantes.

“A ocupação é para denunciar a farsa judicial que é a prisão do ex-presidente Lula. Se o apartamento é do Lula, o povo está autorizado a ficar lá. Se não é, eles terão que explicar porque o Lula está preso”, disse Boulos.

O apartamento avaliado em R$ 2,2 milhões será leiloado em 15 de maio. Ele é atribuído ao ex-presidente Lula, mas a defesa do ex-presidente sempre negou que ele fosse o proprietário do imóvel. O petista foi condenado sob a acusação de ter recebido R$ 2,4 milhões em propina da OAS referentes a contratos da empreiteira com a Petrobras.

O valor corresponde à reserva do tríplex e à reforma do imóvel. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de reclusão, e está preso desde o dia 7 de abril na sede da Polícia Federal em Curitiba. Lula diz ser inocente, diz que não quis o apartamento e que não há provas contra ele.

Bol Notícias