No dia 31 de julho, a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, Carajás, completou 50 anos de descoberta. Para celebrar a data, iniciamos uma série sobre o tema dividida em duas partes. Na primeira, foi apresentada a história de Carajás durante suas duas primeiras décadas. Já nesta segunda parte são abordados os destaques do projeto durante seus últimos 30 anos.
1987 – 1997: o maior ritmo da história da linha férrea no Brasil

De olho nas possibilidades de ascensão social, diversos profissionais, como professores, comerciantes, corretores, além de trabalhadores ligados diretamente à mineração, se deslocaram para Carajás. Com isso, a vida social e econômica das comunidades espalhadas ao longo do percurso dos trens cada vez mais integrava a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Prova disso foi a chegada dos trilhos a São Luís, no Maranhão.

1995 foi um ano especial para Carajás, marcado pela inauguração da Estação Ferroviária de São Luís, a última construída pela EFC. Logo após a cerimônia, a Vale assinou convênio com a Companhia Telefônica do Maranhão, para a implantação de um sistema de telecomunicações ao longo da EFC. Os resultados das duas iniciativas foram produtivos, trazendo melhoria gradativa no relacionamento com as comunidades indígenas, acerto nas políticas ambientais e diversificação de investimentos.

Além disso, na época o trem diário de passageiros da EFC se tornou o mais utilizado sistema de transporte interurbano da Amazônia Oriental Paraense, transportando cerca de 500 mil pessoas somente naquele ano.
1997-2007: Nasce o embrião do maior complexo minerador da historia da Vale

A quarta década do Projeto Carajás teve entre seus principais destaques a criação da Floresta Nacional de Carajás (Flona), com 412 mil hectares. A Unidade de Conservação é fruto de decreto presidencial, assinado em 1998, que prevê, entre outros objetivos, a “exploração sustentável dos recursos naturais”, como a extração mineral. As operações da Vale no local ocupam somente 3% da área florestal.
O apoio da Vale foi fundamental para evitar que a pecuária e a atividade de madeireiras destruíssem a cobertura vegetal. Outras quatro áreas adjacentes, que totalizam 4.559,5 km 2, compõem, junto com a Flona, o Mosaico de Unidades de Conservação da Região de Carajás. No Mosaico, protegido pela Vale e o ICMBio, são realizadas hoje atividades de fiscalização, pesquisa, prevenção e combate a incêndios e educação ambiental.

O primeiros estudos de capacidade técnica e viabilidade econômica do maior complexo minerador da história da Vale, o Complexo S11D Eliezer Batista, conhecido como S11D, surgiram em 2006. A previsão é de que o empreendimento eleve a capacidade de produção do estado do Pará para 230 Mtpa, cerca de 53% acima do volume de 2015. Em 2007, Carajás atingiu a capacidade de 100 Mtpa de produção.
2007 – 2017: Uma década de grandes conquistas
O aumento significativo na produção de minérios, a criação de tecnologias inovadoras, além da expansão dos trilhos de Carajás são os destaques dos últimos 10 anos do projeto. Veja abaixo detalhes dessas conquistas:





