Morte do ‘Advogado Dácio’ foi encomendada para evitar vazamento de informações

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Advogada mandou matar ex-sócio por medo que vazassem informações

Um crime que envolve uma rede de intrigas. Assim pode ser descrito o plano e execução da morte do advogado Dácio Antônio Gonçalves Cunha, ocorrida em 5 de novembro de 2013, em frente à casa onde ele morava, à Rua 15 de Novembro, esquina com a Rua Tancredo Neves, Bairro Rio Verde, em Parauapebas.

O CORREIO teve acesso à denúncia – feita ao Poder Judiciário pela 1ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará em Parauapebas – que detalha como o crime foi arquitetado e executado e o envolvimento dos policiais militares acusados em outros crimes. A advogada Betânia Maria Amorim Viveiros, mandante do crime, o capitão Dercilio Júlio de Souza Nascimento, intermediador, e os executores – cabo Kacilio Rodrigues Silva e soldado Francisco da Silva Sousa – foram presos no dia 18 de fevereiro deste ano em operação deflagrada pelo MP.

Segundo o MP, no dia do crime, a vítima estaria em frente a sua casa, aguardando uma pizza que havia pedido, quando se aproximaram Kacilio e Silva Sousa em uma motocicleta de cor preta. Quem pilotava a motocicleta era Silva Sousa e Kacilio vinha na carona. Ao se aproximar da vítima, Kacílio desceu da motocicleta, sacou uma pistola calibre 380 e efetuou dois tiros à queima roupa na cabeça de Dácio. Em seguida, ambos fugiram.

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Um homem, identificado como Maicon Tabosa de Oliveira, chamou o Corpo de Bombeiros, que ainda levou Dácio com vida para o Hospital Municipal, mas ele morreu logo depois. A trama para matar Dácio foi arquitetada por Betânia, que temia que o colega, que era seu sócio no escritório de advocacia, fizesse uso contra ela de um dossiê contendo informações acerca de sua atuação em alguns processos. Inclusive, dois dias antes do crime, a sociedade entre os dois havia sido desfeita e Dácio pretendia deixar a cidade, tendo em mente revelar o dossiê sobre as atividades da colega.

Ainda de acordo com o MP, o delegado que cuidava da investigação do crime, Glauco Valetim, informou que Betânia e Dácio costumavam gravar cladestinamente as entrevistas que mantinham com seus clientes. Inclusive, Dácio teria em seu apartamento um pen drive com essas gravações. Diante dessa ameaça, que poderia implodir sua vida profissional e social, Betânia decidiu planejar a empreitada criminosa, para eliminar o colega.

De acordo com o Ministério Público, inicialmente, Betânia, usando da prerrogativa de advogada criminal conceituada na cidade, inclusive advogando para diversos membros da Polícia Militar e Polícia Civil, “contratou” o major Júlio, à época capitão e comandante do Grupamento Tático em Parauapebas, para que intermediasse o processo de execução e morte de Dácio, o que o fez subcontratando Kacilio e Silva Sousa, e arquitetando como seria a execução do crime.

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Como era comandante do Tático, no dia do crime, o então capitão Júlio estava como oficial supervisor do dia. Ainda segundo o MP, Júlio era conhecido na cidade por fazer atividades clandestinas, como escolta de carregamento ilegal de madeira e transporte de valores em época eleitoral para boca de urna, para os quais contava com apoio de outros policiais.

Conforme o MP, no dia 5 de novembro, Kacilio estava largando o serviço por volta das 7 da manhã, porém, por ordem de quem não soube dizer em depoimento a polícia, continuou dando apoio ao policiamento na Cadeia do Rio Verde, até por volta das 16 horas. Na verdade, segundo o MP, desde cedo tanto Kacilio como Silva Sousa, ambos sob o comando de Júlio, ficaram monitorando a vítima, uma vez que a residência de Dácio era às proximidades da cadeia.

No dia do crime, conta Silva Sousa, ele estava de serviço no Grupamento Tático. No depoimento à polícia, quando perguntado por que não foi imediatamente atender a ocorrência da morte de Dácio, junto com sua guarnição, já que estava de serviço, Silva alegou que no mesmo horário estaria atendendo uma ocorrência de estupro na zona rural. Ao ser questionado sobre o nome da pessoa detida, ele disse não se lembrar e alegou que a pessoa tinha sido encaminhada ao Hospital Municipal porque tinha apanhado de populares, de onde acabou fugindo.

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Com a quebra do sigilo telefônico dos acusados, consta ligação de Silva para Betânia às 18h41, no dia do crime, poucos minutos antes da execução. Da mesma forma que ligações de Sousa para Kacilio, que estava monitorando a vítima. Segundo o MP, pela morte de Dácio, Silva Sousa teria recebido R$ 50 mil de Betânia.

Ele também teria recebido mais R$ 50 mil pela execução de um homem conhecido como “Grande”, crime que ainda está sendo apurado. No documento não está especificado se foi Betânia também quem encomendou a morte. Com o dinheiro, ele comprou um carro modelo Golf, que tem o valor aproximado de R$ 100 mil. Kacílio também teria recebido o mesmo valor de Betânia.

Fonte: CT Online

Veja toda a reportagem no CT Online.



 

 

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