Parauapebas iniciou a implantação de um sistema de telemetria para modernizar a operação do abastecimento de água, em linha com estratégias adotadas por concessionárias para ampliar eficiência, reduzir perdas e aumentar a previsibilidade operacional.
O projeto contempla a instalação de sensores (loggers) em pontos estratégicos da rede de distribuição. Os equipamentos monitoram, em tempo real, variáveis como pressão, vazão e níveis de reservatórios, com transmissão contínua de dados ao Centro de Operações Integradas (COI), que passa a concentrar o acompanhamento 24 horas do sistema.
A iniciativa representa uma mudança no modelo de gestão, que deixa de ser predominantemente reativo baseado em vistorias de campo e demandas dos usuários para incorporar uma abordagem preventiva, sustentada por dados. Alterações fora dos parâmetros operacionais passam a ser identificadas automaticamente, permitindo respostas mais rápidas e direcionadas.
Os sensores estão sendo instalados em regiões consideradas sensíveis para o equilíbrio da rede, como Alto Bonito, Bela Vista, Betânia, Cidade Jardim, Parque dos Carajás I e II, Jardim Canadá, Caetanópolis e Jardim Tropical. Esses pontos exercem influência direta sobre a pressão e o abastecimento em áreas mais amplas do município.
De acordo com a Águas do Pará, concessionária responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário, o sistema deve contribuir para reduzir perdas físicas, melhorar o controle da rede e garantir maior regularidade no fornecimento. A companhia também projeta ganhos na gestão de ocorrências, com diminuição do tempo de resposta a falhas e vazamentos.
Na avaliação de Vilmar Pereira, gerente executivo de Operações da concessionária, a modernização tende a se refletir no cotidiano da população, com menos interrupções e maior estabilidade no abastecimento.
A adoção de soluções de telemetria no saneamento tem avançado no Brasil, especialmente em municípios que buscam elevar indicadores de eficiência operacional e enfrentar desafios históricos de perdas na distribuição. Em Parauapebas, o movimento ocorre em fase inicial, mas sinaliza uma agenda de digitalização do sistema, com potencial de expansão conforme a consolidação dos resultados.







