Há números que ajudam a compreender transformações profundas. No Complexo S11D, em Canaã dos Carajás, um deles merece atenção especial: 47% dos empregados são paraenses.
Em uma das maiores operações de mineração do mundo, quase metade da força de trabalho é composta por profissionais do próprio estado. O dado sinaliza uma mudança importante na relação entre grandes empreendimentos e as comunidades que os cercam.
O resultado não surgiu por acaso. Nos últimos anos, programas de qualificação profissional passaram a preparar moradores da região para atuar em uma atividade cada vez mais tecnológica e especializada. Desde 2022, mais de 800 pessoas foram capacitadas por meio de iniciativas voltadas à formação para o mercado de trabalho.
Os indicadores também revelam avanços na diversidade. As mulheres representam 25,9% da força de trabalho e ocupam 20,5% dos cargos de liderança. Entre as mulheres contratadas, 81,2% são negras.
A participação de pessoas negras também se destaca. Elas correspondem a 66,8% dos trabalhadores da operação e representam 63,6% das novas lideranças formadas.
Quando observamos esses números em conjunto, fica evidente que o debate não se resume apenas à produção mineral. Trata-se também da capacidade de gerar oportunidades, ampliar a qualificação profissional e permitir que a riqueza produzida na região seja acompanhada pela formação de mão de obra local.
O dado de maior impacto continua sendo aquele que aparece logo no início desta história: no maior projeto de mineração da Vale, quase metade dos trabalhadores já é formada por paraenses. Um indicador que ajuda a explicar como a qualificação profissional vem alterando, de forma concreta, a realidade de uma das regiões mais estratégicas da mineração brasileira.







