Haja poste: Pará registra mais de 5 mil colisões em três anos

Um levantamento da Equatorial Energia acende um alerta para o trânsito no Pará: mais de 5 mil colisões contra postes foram registradas entre 2024 e 2026. Ao todo, foram contabilizados 5.352 abalroamentos envolvendo veículos de passeio e de grande porte, com impacto direto no fornecimento de energia e nos custos de manutenção da rede.

Segundo a concessionária, os acidentes têm provocado interrupções no serviço que podem durar horas, dependendo da gravidade dos danos. “Esses acidentes representam uma série de prejuízos para toda a sociedade”, afirma Elton Lucena, executivo de Segurança da empresa. Ele destaca que os registros estão em crescimento, o que aumenta a preocupação.

Os dados mostram que, em 2024, foram registrados 2.164 casos. Em 2025, o número subiu para 2.609 — um aumento de 20,6%. Já em 2026, apenas nos dois primeiros meses, foram contabilizadas 579 ocorrências, sendo 207 em janeiro e 55 em fevereiro.

Cidades com mais registros

Entre os municípios com maior número de colisões recentes, lidera Redenção, com 32 acidentes em janeiro e 4 em fevereiro. Em seguida aparecem Belém (18 em janeiro e 12 em fevereiro) e Ananindeua (10 em janeiro e 16 em fevereiro).

A lista inclui ainda:

  • Itupiranga (26 em janeiro)
  • Altamira (8 em janeiro e 10 em fevereiro)
  • Paragominas (7 em janeiro e 11 em fevereiro)
  • Novo Repartimento (13 em janeiro)
  • Marabá (10 em janeiro e 6 em fevereiro)
  • Santarém (9 em janeiro e 8 em fevereiro)
  • Xinguara (9 em janeiro e 6 em fevereiro)

Riscos e orientações

Além dos prejuízos materiais, a Equatorial alerta para o risco de acidentes mais graves. Em colisões com postes, há possibilidade de descarga elétrica e rompimento de cabos, o que pode atingir motoristas, passageiros e pedestres.

A recomendação é que, em caso de acidente, o local seja isolado e a concessionária acionada imediatamente. Se houver vítimas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e o Corpo de Bombeiros Militar devem ser chamados.

Prejuízo pode passar de R$ 4 mil

De acordo com a empresa, o custo mínimo para substituição de poste e reparos na rede ultrapassa R$ 4 mil. O gerente do Centro de Operações, Marcelo Costa, explica que os valores podem ser cobrados dos responsáveis.

A cobrança tem respaldo no Artigo 927 do Código Civil, que prevê a obrigação de reparar danos causados a terceiros. Isso inclui não apenas a estrutura danificada, mas também eventuais prejuízos a outros consumidores afetados pela falta de energia.

A concessionária reforça que campanhas educativas têm sido realizadas para conscientizar motoristas sobre a importância de dirigir com atenção, especialmente em áreas com rede elétrica.

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