O combate a crimes contra o sistema elétrico no sudeste do Pará resultou em flagrantes de furto de componentes da rede e fraudes no consumo de energia durante ações realizadas nos últimos dias nos municípios de Marabá, Parauapebas e Itupiranga. As operações contaram com o apoio das Polícias Militar e Científica e reforçam o alerta sobre os prejuízos e riscos provocados por esse tipo de prática.
Na tarde de quinta-feira (12), em Marabá, a Polícia Militar foi acionada por meio do 190 após denúncia de que uma pessoa não autorizada estaria manuseando um equipamento instalado às margens da BR-230. No local, os policiais flagraram a tentativa de furto de componentes de um Banco Regulador de Tensão (BRT), equipamento responsável por manter a estabilidade da energia e evitar oscilações no fornecimento.
Durante a ação, foram recuperados cerca de 30 quilos de cabos da rede elétrica. O equipamento tem valor estimado em aproximadamente R$ 400 mil. Este foi o terceiro caso registrado em apenas sete dias na região. As outras ocorrências foram registradas no núcleo Morada Nova, em Marabá, e no município de Itupiranga.

A Equatorial reforça que esse tipo de ocorrência afeta significativamente o fornecimento de energia dos clientes atendidos por esses circuitos. O furto de cabos, componentes e equipamentos provoca prejuízos como interrupções no serviço, por vezes prolongadas, oscilações e até mesmo curto-circuito. Além disso, a recomposição do sistema elétrico acaba demandando mais tempo.
Fraudes em estabelecimentos
Além do furto de equipamentos da rede, operações de fiscalização realizadas entre os dias 4 e 12 de março também identificaram irregularidades no consumo de energia em estabelecimentos comerciais.
De acordo com Frederico Nolasco, gerente de serviços técnicos e comerciais da Equatorial Pará, crimes contra o sistema elétrico trazem prejuízos coletivos e comprometem a qualidade do fornecimento.
“Os crimes contra o sistema elétrico trazem prejuízos coletivos, comprometem a qualidade do fornecimento e ainda representam risco de acidentes graves, podendo causar oscilações e falta de energia, curtos-circuitos, cabos energizados partidos e até mesmo incêndios de grandes proporções”, explicou o gerente.
Segundo o perito da Polícia Científica, Ayrton Alexander Andrade, as ações de fiscalização são fundamentais para combater esse tipo de crime.
“Por isso é necessário denunciar e fiscalizar para identificar irregularidades, responsabilizar os envolvidos e garantir mais segurança para a população”, destacou.
Crime e riscos
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de dois a oito anos de reclusão, além de multa.
Já quem compra, recebe ou comercializa materiais furtados, como cabos ou equipamentos da rede elétrica, também pode responder por receptação, cuja pena pode chegar a 16 anos de prisão, dependendo da situação.
Além de ilegal, o furto e a fraude no consumo de energia colocam a população em risco, podendo provocar choques elétricos, incêndios e interrupções no fornecimento.
Como denunciar
A população pode denunciar casos suspeitos de furto ou fraude de energia de forma anônima pelos seguintes canais:
• Disque-denúncia da Polícia Civil: 181
• Central de atendimento da Equatorial Pará: 0800 091 0196
• Site: www.equatorialenergia.com.br







