Precisou o relatório ser divulgado para que a confirmação viesse, oficial, em números e sem margem para dúvida. O Relatório de Produção e Vendas da Vale do 4T25, publicado nesta terça-feira (27), colocou um ponto final na expectativa do mercado: a Vale voltou a ser a maior produtora de minério de ferro do mundo em 2025.
Como diz a canção, “eu voltei, aqui é o meu lugar”. E a volta veio com força. A mineradora brasileira encerrou o ano com 336 milhões de toneladas produzidas, superando a australiana Rio Tinto, que reportou 327,3 milhões de toneladas, retomando um posto que não ocupava desde 2018.
A confirmação em papel dá ainda mais sentido a uma frase dita meses antes. Em junho do ano passado, o CEO Gustavo Pimenta foi direto ao ponto ao afirmar que a Vale precisava “destravar valor” e voltar a ser a maior mineradora do mundo. À época, a declaração soou como um objetivo estratégico. Agora, virou fato.
Os números do quarto trimestre ajudam a contar essa virada. A produção de minério de ferro alcançou 90,4 milhões de toneladas no 4T, um crescimento de 6% na comparação anual, impulsionado pelo forte desempenho de Brucutu, em Minas Gerais, e pelo avanço contínuo dos projetos Capanema e VGR1.
A produção de pelotas somou 8,3 milhões de toneladas no trimestre, queda de 9% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo condições de mercado menos favoráveis. Ainda assim, as vendas de minério de ferro cresceram, chegando a 84,9 milhões de toneladas, alta de 5% na base anual, em linha com o aumento da produção.
A mineradora Vale fecha 2025 reafirmando protagonismo em um setor altamente competitivo e estratégico para a economia global. A liderança mundial, agora confirmada em relatório, transforma discurso em realidade e marca o retorno da mineradora brasileira ao lugar que ela mesma dizia querer ocupar novamente.







