Em um momento em que o mundo discute mudanças climáticas, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável, uma iniciativa em Canaã dos Carajás mostra como a conscientização pode começar de forma simples, criativa e próxima da comunidade.
Em alusão ao Dia Nacional do Meio Ambiente, a Casa da Cultura promove uma programação especial voltada à educação ambiental, tendo como destaque uma oficina gratuita de construção de instrumentos musicais a partir de materiais reutilizáveis. A atividade será realizada no dia 10 de junho e reúne arte, cultura e sustentabilidade em uma única experiência.
A proposta é transformar materiais que normalmente seriam descartados, como garrafas plásticas, canudos e tampinhas, em instrumentos musicais capazes de produzir sons, ritmos e novas formas de aprendizado. Mais do que reciclar objetos, a iniciativa busca estimular uma reflexão sobre consumo consciente e valorização da cultura amazônica.
A coordenadora da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, Sandra Coelho, destaca que a ação reforça a importância de aproximar crianças e jovens das questões ambientais.
“Estamos inseridos na Floresta Nacional de Carajás, mas percebemos que ainda é preciso trazer para os ambientes educativos a importância da nossa paisagem natural, na qual também estão inseridas cultura e saberes. Esta oficina tem o objetivo de inserir a temática ambiental no dia a dia das crianças e jovens, fazendo com que eles formem gerações mais conscientes acerca da preservação do patrimônio natural”, afirma.
A oficina será conduzida pelo educador musical Thiago Bragança, que vê na música uma poderosa ferramenta de conscientização ambiental. Segundo ele, a experiência vai além da construção dos instrumentos.
“Tampinha vira chocalho. Garrafa vira maracá. Na oficina, a gente cata o que a rua jogou fora e transforma em tambor. Quando a mão da criança constrói o próprio instrumento, o ouvido dela aprende a escutar o mundo de um jeito diferente. O lixo deixa de ser lixo quando canta”, explica.
Voltada para participantes a partir de 10 anos de idade, a atividade oferece uma oportunidade para estudantes, educadores, artistas e moradores da região desenvolverem práticas sustentáveis de maneira lúdica e participativa.
A iniciativa reforça uma tendência cada vez mais necessária na Amazônia: unir educação, cultura e preservação ambiental para formar cidadãos mais conscientes dos desafios e das riquezas que cercam a região.





