O trapiche Municipal de Icoaraci recebeu na manhã desta terça-feira, 22, uma ação promovida pela Prefeitura de Belém, por meio da Agência Distrital de Icoaraci (Adic) e Ordem Pública de Belém, que teve o objetivo orientar e retirar os ambulantes que estavam atuando irregularmente no local.
Obras – Com um fluxo de quase 15 mil pessoas por semana, segundo a Associação dos Barqueiros de Cotijuba (Coperlac), o trapiche está passando por uma reforma que terá duração de 90 dias. As obras começaram no dia 23 de setembro, e teve uma única pausa, durante o Círio Fluvial de Nossa Senhora de Nazaré, no último dia 12 de outubro. Após o evento, as obras seguiram normalmente para que tudo seja entregue no prazo estimado pela construtora responsável.
Um levantamento das condições do trapiche de Icoaraci foi feito pela CCM Construtora, e com o estudo finalizado, a empresa pode começar os serviços. “Colocamos vigas de apoio na parte inferior do trapiche, pois a estrutura está em colapso devido à força da natureza, com erosão. E dentro dos 90 dias, além da obra finalizada, estaremos também entregando um novo flutuante”, detalhou Roberto Conde, engenheiro civil da CCM Construtora.
Ordenamento – Para que tudo seja entregue no prazo determinado, o setor de Ordem Pública de Belém precisou orientar e retirar os ambulantes que estavam no trapiche, já que eles estavam ocupando, indevidamente, o espaço público e obstruindo a passagem das pessoas que embargam e desembargam, diariamente, no local.
“Nessa primeira fase das obras, estamos trabalhando no piso do trapiche, e os ambulantes que ficam por aqui e os carroceiros que passam a todo instante atrapalham muito. Nosso receio é de que um deles cause algum tipo de acidente, tanto com as pessoas que transitam, quanto com os nossos trabalhadores, causando atrasos na obra também”, explicou Iasmim Soledade, engenheira civil da CCM Construtora.
“Eu trabalho aqui no trapiche há vinte anos e, realmente, sei que estou errado em não procurar o órgão público responsável para fazer meu cadastro e sair da irregularidade. É muito bom o que a Prefeitura está fazendo, na reforma do trapiche. A ordenação é fundamental para a população e para nós, trabalhadores informais. Realmente, o local precisa ser isolado para dar continuidade nas obras”, opinou o aposentado Marcelo Nascimento, de 65 anos.
Fiscalização e monitoramento são os trabalhos que a Ordem Pública irá fazer durante a reforma do trapiche Municipal de Icoaraci. “A Ordem Pública fez a fiscalização e, consequentemente, fará um monitoramento durante as obras. O trapiche está em reforma, e esse público que trafega no local não pode concorrer com os ambulantes que estão ocupando indevidamente o trapiche, causando assim um aperto ainda maior e atraso nas obras. Precisamos dar livre acesso aos pedestres. Todos os ambulantes foram orientados e retirados do local, tudo ocorreu dentro da normalidade, não houve resistência e eles entenderam que precisam sair da irregularidade”, explicou Marco Antônio, subcoordenador de fiscalização da Ordem Pública.
“Esses ambulantes estavam utilizando o espaço público indevidamente para uso comercial e isso é proibido por lei. Para que se tornem permissionários, eles precisam procurar os órgãos competentes da Prefeitura. Houve reclamações, mas estamos respaldados pela Lei 7.055, do Código de Postura do Município. Temos também a Lei 7.862 que regula o comércio informal. No caso dessas duas leis, elas tratam de permissionários, aqueles que procuram a Agência de Icoaraci ou a Secretaria de Economia para fazer sua regularização”, enfatizou o subcoordenador.
“As obras do trapiche estão a todo vapor. A reforma foi uma solicitação da Agência Distrital junto à Prefeitura de Belém, e é fundamental que a Ordem Pública mantenha uma fiscalização e oriente os ambulantes para que eles não voltem a comercializar seus produtos no trapiche. Quem ganha com isso é o cidadão icoaraciense. Tudo está sendo feito para melhor servir e dar segurança à população”, esclareceu Edson Silva, titular da Agência distrital de Icoaraci (Adic).





