Alepa: Violência escolar repercute entre os deputados e medidas são defendidas para combater a situação

Foto: Celso Lobo (AID/Alepa)

Os deputados manifestaram em plenário, na sessão da terça-feira (04), na Alepa, suas preocupações com a crescente escalada da violência escolar, baseando-se principalmente nos casos recentes, em São Paulo, com o ataque a faca em uma escola estadual que deixou uma professora morta e mais quatro pessoas feridas; e no Pará, o fato de um aluno da escola estadual Palmira Gabriel, em Belém, ter esfaqueado um colega na tarde da quinta-feira (30). Para os deputados “estas situações”, jogam mais luzes sobre violência nas salas de aula do país.

O governo do Pará, diante da gravidade do caso, anunciou na sexta, dia 31/03, ações contra violência através da Secretaria de Educação e de Segurança Pública. As aulas da Escola ficaram de retomar esta semana. O adolescente foi socorrido pelo SAMU e estava internado no Hospital Geral de Belém.

O deputado Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALEPA, informou que desde o final do ano passado foi observado, principalmente em escolas de Ananindeua, eventos preocupantes.

“Alunos tentando atos extremos de suicídio, se automutilando, vendo esfaqueamento nas escolas”, citou. O deputado diante deste quadro, propôs que o governo do Estado envide esforços nas áreas geográficas mais afetadas, em caráter de urgência e emergência, a instituição de equipes multidisciplinares para dar conta de um atendimento psicossocial para os alunos.

Por outro, propôs a realização de uma Sessão Especial em maio na abertura da semana da Luta Antimanicomial e de Saúde Mental, onde o tema ‘Saúde Mental nas Escolas do Pará’, inauguraria a primeira edição da semana, após promulgação de lei pelo governador Helder Barbalho.

O deputado Coronel Neil, ao abordar o assunto, defendeu o seu Projeto de Lei apresentado em 2017, que institui “área de segurança escolar”. “O meu projeto delimita áreas externas, área interna, instalação de porta tipo de banco, detector de metal, carteira estudantil, e que limita a entrada na escola, somente aos alunos, pais, professores e funcionários. Não tem que ter outras pessoas”, disse. Além, é claro, de defender ainda limpeza nas escolas, atendimento à saúde, palestras sobre criminalidade, segurança pública aos estudantes lhes incutindo r noções sobre o crime.

Para o deputado Toni Cunha, não há prejuízo, quanto à necessidade de existirem ações constantes de segurança nas escolas. No entanto, destacou a importância da presença constante de psicólogos no ambiente escolar. “Defendo que todos tenham acompanhamento psicológico, alunos, professores, servidores. Esta ação, em grande medida, pode antever, antecipar as questões de violências no interior das escolas. Por outro, o uso de monitores, técnicas de segurança, e portas eletrônicas é necessário para fazer frente ainda a violência escolar”.

A deputada petista Maria do Carmo, em seu pronunciamento, enfatizou a necessidade de ser desenvolvida nas escolas uma política de cuidados com os alunos, diferentemente da saída comumente encontrada, e citou a do governador Tarcísio de Freitas, que disse que vai chamar os militares aposentados e colocar nas escolas.

“Não pode ser uma política de repressão, de opressão dentro as escolas, deve ser uma política que seja feita por uma equipe multidisciplinar, que seja presencial nas escolas”, argumentou. Ela propôs a presença de pelo menos uma equipe com psicólogo, assistente social e psiquiatra, para detectar no meio da comunidade escolar, os alunos, que têm problemas, que trazem para a escola problemas da família, da comunidade onde estão envolvidos.

“É preciso o histórico de acompanhamento deste aluno para melhor cuidá-lo”, argumentou. Para ela, somente depois de detectadas situações de envolvimento em violência que a polícia entraria com a inteligência e outras medidas.

O autor do requerimento, deputado Bordalo, por último, cobrou do governo o desenvolvimento de ações pedagógicas, psicossociais, oferta de serviço psicológico, de atendimento e acompanhamento clínico, como também atividade lúdicas. “É preciso pensar uma escola que seja, capaz de absorver esses impactos que vem de fora e preparar estes jovens para o enfrentamento daquilo que ele convive continuamente, inclusive.

 

Reportagem: Carlos Boução – AID – Comunicação Social

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