PARAUAPEBAS 30 ANOS: Histórias e Estórias

Por: Chico Brito

Temos nos deparado às vezes com textos, reportagens de revistas e jornais e até com livros que pretendem, de algum modo, contar a História de Parauapebas. Quase sempre estribados apenas em informações frugais, sem comprovação amparada em documentos ou pesquisas, recolhidas às pressas, em entrevistas com pioneiros (e às vezes com pessoas que se dizem pioneiras e que, de verdade, nem mesmo o são), e onde personagens depõem reinventando e romanceando a sua própria história mais do que dando importância aos fatos e aos acontecimentos da cidade. São estórias muitas vezes mirabolantes e que não resistem a qualquer confrontação com datas, com documentos.

Notórios exemplos podemos encontrar em pelo menos um livro de “História de Parauapebas” que caiu em nossas mãos e em algumas reportagens de jornais. Em uma dessas publicações um cidadão informa ter sido ele o “presidente da Comissão de Emancipação de Parauapebas”, quando jamais, em documento algum na Assembleia dos Deputados, nas correspondências do Deputado Carlos Cavalcante, que foi o patrono da Emancipação do município na Assembleia Legislativa do Pará, à equipe de linha de frente do Movimento, em lugar algum esse cidadão é citado ou procurado. E nenhuma correspondência existe enviada a qualquer “Comissão de Emancipação”, simplesmente por que essa comissão nunca existiu.

É que, após havermos feito um acordo com Carlos Cavalcante (PMDB), o grupo ligado ao deputado Giovani Queiroz (PDT), que disputava o mesmo eleitorado, tendo perdido com isso a bandeira de campanha e por um erro estratégico e movido pela emoção decidiu tentar desmoralizar e esvaziar o movimento. Só na reta final, com a certeza de sua irreversibilidade é que receberam a ordem do chefe para aderirem à causa. E depois da posse de Carlos Cavalcante e de já haver ele entrado com o requerimento de nossa emancipação, assim mesmo ainda tentaram formalizar um processo idêntico e o encaminharam a Giovani na Alepa, processo esse que foi recusado, pelas razões regimentais. São fatos que não há como remendar. Eles haviam perdido, no momento de campanha a bandeira eleitoral e perdiam agora o bonde da História.

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