Para entender melhor o que acontece na política brasileira e na administração local lanço mão da imagem do furúnculo. Ele cresce, cresce, até que uma hora, ele explode. Sai o material periférico, mas fica o núcleo, que costumam chamar de carnegão. Se este não for extraído, com o tempo o furúnculo volta a se formar. A doença persiste.
JÁ EXPLODIU
No caso nosso atual, com todos os escândalos expostos, – o furúnculo tendo explodido -, fica a dolorosa tarefa de extrair o seu núcleo, o cerne, o miolo. Isto representa dizer que apenas reformar os partidos em Brasília não é solução. A reformulação tem que ser total em sua estrutura, e isto é a tarefa que cabe a cada um de nós.
CRIMES OCULTOS
Vale lembrar que a matéria pútrida periférica está espalhada por todo o organismo nacional, inclusive, e é nisto que temos que pensar, em nosso município, aqui no interior do Brasil, no meio da Amazônia, onde muitos crimes são perpetrados por figurões do Planalto Central, julgando estar protegidos e longe dos olhos de todos.
ESQUEMAS ANTIGOS
Assim é que INCRA, FUNAI, Ministérios como os de Saúde, etc, etc, vêm para nossa região, onde é mais fácil cometer toda a gama de infrações e crimes, longe das vistas de todos. São os latifúndios adquiridos aqui, os contratos escandalosos par obras aqui porcamente realizadas (ou nem), é o desmatamento clandestino para financiar campanhas, e segue por aí.
OLHOS VIVOS
Cabe a nós, um município que não depende financeiramente do repasses de verbas federais ou estaduais, bem administrar o que recebemos, e que o resto venha por acréscimo. E não enfiar nos bolsos o que recebemos, para viver apenas com aquilo que alardeamos receber do Ministro tal ou qual, para fazer mídia e posar de bons políticos, enganando a população.




