S11D garante avanços ambientais: 95% menos água, 73% menos energia e 40% menos gases de efeito estufa

Carajás Serra Sul (S11D). Crédito: Ricardo Teles
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Nesta semana, a reportagem do Portal Canaã, a convite da Vale, sobrevoou o projeto S11D, em Canaã dos Carajás. Na oportunidade, observamos avanços ambientais significativos no projeto de ferro da mineradora.

Segundo a Vale, ao longo dessas quatro décadas de atuação na região, a tecnologia adotada tem sido uma aliada na sustentabilidade. Com a experiência adquirida no projeto Grande Carajás, em Parauapebas, foi implantada a Unidade Carajás Serra Sul (S11D) no município de Canaã dos Carajás, em 2016. Por lá, o sistema de produção envolve escavadeiras elétricas, correias transportadoras e britadores móveis, o que reduziu, por exemplo, a quantidade de caminhões fora de estrada. O processo de beneficiamento do minério de ferro é realizado totalmente a partir da umidade natural, sem o uso de água e barragens.

A mineradora destacou que, quando comparada a uma mina convencional que utiliza água no processo de mineração e onde predomina o uso de caminhões fora de estrada, as tecnologias adotadas na operação da Vale no Pará permitem ganhos ambientais significativos: uma redução de 95% no consumo de água, 73% no consumo de energia e uma diminuição de cerca de 40% na emissão de gases de efeito estufa no S11D.

Paralelamente à atividade mineral, os controles ambientais dentro das operações são fundamentais. A empresa implantou um Centro de Controle Ambiental (CCA). Com a nova estrutura e a adoção de tecnologias avançadas, como sensores de monitoramento e câmeras de alta resolução, houve um incremento no monitoramento, além das medições convencionais realizadas em campo. Atualmente, são mais de 260 equipamentos, permitindo o acompanhamento online de parâmetros ambientais nas unidades da Vale.

Além disso, o processo de recuperação de áreas mineradas é imprescindível e faz parte da atividade, paralelamente ao seu avanço. Nesse sentido, a atuação da mineradora envolve a revegetação de taludes e o reflorestamento em áreas de compensação ambiental. Grande parte das sementes utilizadas nesse processo de recuperação é coletada pela Cooperativa dos Extrativistas da Flona de Carajás (Coex). Nos últimos cinco anos (2019 a 2023), foram coletadas mais de 22 toneladas de sementes de 120 espécies diferentes, gerando mais de R$ 4 milhões em renda para cerca de 40 famílias que integram a cooperativa.

Essas iniciativas buscam conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental da Amazônia, o bioma com a maior biodiversidade do mundo e um papel fundamental para a sobrevivência do planeta. Ações que estão diretamente conectadas aos esforços globais contra as mudanças climáticas e ao desenvolvimento econômico sustentável do Pará, que será o palco central dessa discussão com a realização da COP 30 em Belém, em novembro de 2025.

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