Em três anos, programa da Vale de incentivo a fornecedores viabilizou cerca de R$ 25 milhões de investimento em iniciativas sociais

Zairy Cunha, ex-aluna do treinamento para operação de caminhão pipa e hoje contratada da U&M. Créditos: U&M.

Nos últimos três anos, o Programa Partilhar gerou mais 19 mil empregos e novas oportunidades de negócios nos estados onde a Vale está – Maranhão, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pará. Desde 2020, mais de 250 fornecedores ingressaram na iniciativa e promoveram diversas iniciativas sociais, o que representa um investimento de cerca de R$ 25 milhões.

O resultado trazido pelas empresas reforça o compromisso da Vale e sua cadeia de suprimentos junto às comunidades dos territórios onde está presente. Em 36 meses de programa, foram cerca de R$ 575 milhões em massa salarial gerada, mais de R$ 485 milhões em compras locais e mais de 400 contratos fechados por meio da metodologia, na qual a Vale gera uma pontuação para os fornecedores de acordo com a contribuição social e econômica promovida nas localidades.

“Nesses três anos, vimos o Partilhar alçar voos cada vez mais altos e sendo mais presente nos territórios. Isso só reforça o nosso maior objetivo, que é transformar o futuro, juntos. Através do Partilhar vamos levar desenvolvimento social, deixando um legado, para as regiões onde atuamos por meio dos nossos fornecedores”, afirma Marco Braga, diretor de Suprimentos da Vale.

“Somos comprometidos com investimento social nas regiões em que atuamos e sabemos do potencial de realizar isso em conjunto com os nossos parceiros comerciais. Essa atuação conjunta fortalece a cadeia de valor da mineração, promove o desenvolvimento das instituições envolvidas, bem como nos aproxima, ainda mais, das comunidades a que pertencemos e em que operamos”, afirma Marcelo Klein, diretor de Gestão de Territórios da Vale.

Espaço digital para conectar fornecedores e comunidades

Como resultado dos avanços do programa, o Partilhar lançou neste ano o Praça Digital, produto de investimento social desenvolvido pela Deloitte, um dos fornecedores do programa. O Praça é um espaço digital com objetivo de facilitar ainda mais a conexão entre fornecedor e a comunidade. A plataforma pode receber o cadastro de qualquer organização social localizada nos locais onde fornecedores atuam junto à Vale e que precisem de ajuda para viabilizar seus projetos.

Por meio da plataforma, os fornecedores participantes do Partilhar podem fazer uma curadoria das ações que mais se encaixam com o propósito da empresa e obter mais informações sobre a organização. Caso haja interesse, o fornecedor entra diretamente em contato com a organização, o que otimiza tempo e dá celeridade ao processo.
Em quase dois meses de lançamento, a Praça já possui cerca de 100 fornecedores, 202 organizações sociais e 73 projetos inseridos.

Empreendedores locais em uma das aulas oferecidas durante a capacitação. Créditos: Barbosa Mello.

Cerca R$ 25 milhões em iniciativas sociais realizadas

Em Canaã dos Carajás, a construtora Barbosa Mello realizou uma capacitação de empreendedores locais. Ao todo, foram 59 inscritos, que receberam consultoria em Marketing, palestras sobre gestão financeira, gestão de equipes, precificação, comunicação e oratória, diferenciais competitivos, e encerraram a semana de imersão com uma rodada de negócios, onde puderam apresentar e conhecer outros empreendedores do município.

Raimundo Nonato Sousa Silva, 32 anos, é proprietário da Criativa Sublimação, foi um dos beneficiados pela iniciativa e afirma que as aulas foram uma virada de chave. “Para nós foi muito esclarecedor e mudou a nossa visão e objetivo. Temos só a agradecer a oportunidade que a CBM nos deu de participar e de hoje fazer parte da lista de fornecedores da empresa”, comenta.

Outro projeto viabilizado pela CBM no território foi o Escola Mágica, que ofereceu 310 livros físicos paradidáticos, acesso anual ilimitado a plataforma de ensino online direcionada para professores e alunos, e suporte educacional para os professores, incluindo treinamento presencial. Simone de Jesus Rodrigues, coordenadora técnica da Secretaria de Educação de Canaã dos Carajás, foi uma das participantes da iniciativa, que considerou uma oportunidade única. “Ao integrar elementos mágicos e de diversão, a Escola Mágica oferece uma abordagem inovadora para a exploração de conhecimento, despertando o interesse e curiosidade entre os alunos”, comenta.

Alunos durante aula do projeto Escola Mágica. Créditos: Barbosa Mello.

Também no Pará, a U&M ofereceu treinamentos teórico e prático para operação de caminhão pipa para mulheres. Ao todo, foram 246 candidatas para o programa e, destas, 15 foram escolhidas para participar do curso. A candidata precisava ter idade igual ou superior a 21 anos, ser residente de Parauapebas, ter Ensino Médio completo e Carteira Nacional de Habilitação com categoria D ou E há, no mínimo, um ano. O programa foi dividido em 60 horas de aulas teóricas e 20 horas de prática, com acesso a conhecimentos técnicos sobre o equipamento, manutenção básica, segurança, procedimentos e práticas operacionais, além de simulações de situações reais de operação.

“A primeira vez que eu entrei em um caminhão foi emocionante. Muitas pessoas ainda pensam que mulheres não podem operar esse tipo de equipamento, mas nós estamos aqui para mostrar que podemos sim”, comenta a motorista Zairy Cunha, que foi contratada após o curso de formação para mulheres.

“Acreditamos que, ao investir na formação e capacitação das mulheres, estamos promovendo a transformação social e a construção de um mundo melhor e sustentável. Um exemplo disto é que, após a conclusão do curso, a U&M contratou 12 mulheres para integrarem o time”, conta Rafael Saber, gerente de Operação da U&M.

Alunas em prova durante processo seletivo para o curso de caminhão pipa. Créditos: U&M.

Em Minas Gerais, a fornecedora Civil Master promoveu diversas capacitações profissionais para jovens entre 18 e 35 anos e com renda familiar de até dois salários-mínimos. Foram oferecidas especializações em técnicas de segurança do trabalho; de cultivo florestal; e um treinamento técnico de acesso a locais de risco, por meio de habilitação e certificação de integrantes do programa para execução de tarefas em acesso por corda. Além de receberem uma certificação profissional ao final do curso, os estudantes tiveram direto a transporte, alimentação, hospedagem nos centros de treinamento e bolsa incentivo de R$ 400,00.

Alunos durante a capacitação técnica em cultivo florestal. Créditos: Civil Master.

A aluna Kassiane Soares, de 18 anos, é uma das participantes da capacitação profissional. Para ela, o cuidado com os alunos é o diferencial. “Eu tô adorando! Não é todo curso que se preocupa com nossa locomoção, nosso bem-estar, e é por isso que muitos desistem. Muitos alunos moram longe e eles se preocupam em dar transporte, cuidar da alimentação dos estudantes, isso foi fundamental”, afirma.

O participante Lucas Santos, de 32 anos, considerou um desafio importante para sua carreira. “Nós, do Reflorestamento Social, passamos pelo trabalho de integração humanística, pelo plantio das mudas, passamos pelo módulo de segurança do trabalho e agora o acesso por corda. Agradeço por essa oportunidade e acredito que a conclusão desse curso vai acelerar nosso acesso ao mercado de trabalho e quem sabe, se possível, até mesmo a Civil Master poder contar com meu trabalho”, brinca.

Aluno Lucas Santos durante as aulas de plantio. Créditos: Civil Master.

“Nosso objetivo é capacitar pessoas de comunidades em situação de vulnerabilidade social e empregá-las para desenvolver atividades relacionadas ao local onde vivem, promovendo o senso de pertencimento à sociedade e ao planeta”, afirma Renata Oliveira, gerente de ESG da Civil Master Engenharia.

Em Itabirito, Minas Gerais, a fornecedora Construcap promoveu, em parceria com a Wizard, um curso de Inglês voltado para crianças e adolescentes da comunidade. Ao todo, 20 alunos foram beneficiados e receberam um kit escolar com materiais didáticos. A empresa viabilizou, ainda, a inclusão de outros 20 alunos de escolas públicas do município no curso pré-vestibular Alfa; e um curso de qualificação para mecânico montador do Senai para 20 pessoas que, depois de formadas, poderão participar do processo seletivo da empresa.

Alunos durante a aula no pré-vestibular Alfa. Créditos: Construcap.

Manoel Reis de Oliveira, de 46 anos, foi um dos alunos da turma de mecânico montador e, agora, está no processo de entrada no quadro de funcionários da Construcap. Manoel explicou que quando soube do curso gratuito oferecido pela construtora, não pensou duas vezes e correu para garantir a vaga. “Era um curso que já queria fazer há muito tempo, mas não tinha tido oportunidade ainda. Foram quase três meses de curso, das 18h às 22h, saía do trabalho direto para lá e, apesar de ser cansativo, valeu muito a pena. Agora tenho a oportunidade de trabalhar em outra área, só tenho a agradecer a oportunidade”, conta.

Turma de mecânico montador durante aula prática. Créditos: Construcap.

Em Itaqui-Bacanga, no Maranhão, a Piacentini Brasil realizou o projeto Ciranda da Educação, que busca fortalecer a continuidade do aprendizado de crianças e adolescentes, e auxiliar no acesso e na permanência dos atendidos nas escolas. As atividades incluem acompanhamento pedagógico dos alunos matriculados em turmas da Educação Infantil, a partir de 4 anos de idade, e do Ensino Fundamental, até os 14 anos de idade, que não desenvolveram competências compatíveis com ano/série que frequentam.

Os gêmeos Deivid e Danilo Amorim, de 10 anos, são autistas e frequentam o projeto. Segundo a dona de casa Tatiana Amorim, mãe das crianças, Deivid possui um certo tempo de tolerância em algumas atividades apresentadas, mas tem tido melhora significativa no processo de socialização. “O projeto é muito útil pois é próximo da nossa residência, por conta da quantidade menor de alunos eles acham que é escola, mas na escola eles não se sentem tão bem como lá. Tenho dificuldade de encontrar lugares que eles se adaptem, e nesse projeto desde início eles pedem para continuar”, comenta.

Crianças do projeto Ciranda da Educação em um dia de aula. Créditos: Piacetini Brasil

 

Ainda no Maranhão, a Eneva promoveu o Elas Empreendedoras, projeto que visa potencializar as diversas capacidades de mulheres do município de Itaqui-Bacanga no empreendedorismo social por meio de educação financeira e aprimoramento das capacidades locais. A iniciativa atende 60 mulheres, que entre 2022 e 2023 tiveram mais de 200 horas de capacitação voltados a culinária, empreendedorismo, educação financeira, entre outras. Depois do projeto, as participantes envolvidas formaram suas próprias associações e tornaram-se empreendedoras locais. “O projeto incentiva as mulheres a sonharem e se empoderarem, mostra que a mulher consegue o que ela quiser, as mulheres da minha comunidade se sentiram mais fortes, nosso foco agora é vender”, afirma a participante Keila Regina, de 46 anos, moradora de Sítio São Benedito.

Algumas das alunas do Elas Empreendedoras recebendo o certificado de conclusão de curso. Créditos: Eneva

No Espírito Santo, a empresa Rede Montagens Eletromecânicas promoveu, em parceira com o Senai, uma qualificação técnica em Elétrica Industrial para 25 mães ligadas às crianças acolhidas pelo Instituto Vovô Chiquinho e pela Fundação Praia do Canto, associações apadrinhadas pela empresa. O curso, que teve 4 meses de duração, já realizou a formatura de 19 mulheres na qualificação e promoveu o desenvolvimento das capacidades técnicas, sociais e metodológicas das participantes.

Polyana Silva, de 33 anos, foi uma das participantes e afirma que o curso fez com que ela percebesse que aquele era o momento de mudar sua vida. “Com muita dedicação e força de vontade, abracei a oportunidade de fazer o curso de Eletricista Industrial. Sou grata a Deus pelo aprendizado e pelas pessoas que vão ficar guardadas pra sempre em minha memória”, comenta.

Turma de qualificação técnica em Elétrica Industrial recebendo o certificado de conclusão de curso. Créditos: Rede Montagens Eletromecânicas

Outro projeto realizado no Espírito Santo foi o Pequeno Olhar, realizado com apoio da fornecedora CiaBrasil, criado para oferecer acesso à cultura e educação a crianças cujas famílias são amparadas pela instituição Mãos Que Amparam. A empresa fornece uniforme de ballet e, mensalmente, viabiliza a remuneração de dois profissionais para lecionarem as aulas duas vezes por semana. Desde seu início em 2022, o projeto já atendeu a 110 crianças.

Dalila Oliveira é mãe da Manuela e da Gabriela, alunas do projeto, e afirma que a iniciativa mudou a vida delas. “Esse projeto foi um diferencial para as minhas filhas. Quando elas não estão na escola no período da tarde, elas estão no projeto, fazendo ballet. Lá, elas adquirem disciplina, atenção e responsabilidade. O projeto Mãos Que Amparam está mudando a vida de muitas crianças, adultos e muitos que procuram ajuda. Sabemos que podemos contar com eles”, comenta.

“Ter uma grande empresa apoiando a gente, como a CiaBrasil, por meio do Programa Partilhar, faz toda a diferença. Estamos aqui para agradecer muito a CiaBrasil por estar do nosso lado, desenvolvendo o projeto e permitindo que as crianças que moram aqui na região de Novo Horizonte, na Serra, tenham uma nova vida”, afirma Steven Fabiano, presidente do projeto Mãos Que Amparam.

Alunas do projeto Pequeno Olhar durante aula de ballet. Créditos: Brian Quirino.

Metodologia própria e inovadora

Com o Programa Partilhar, além de analisar aspectos como preço e a capacidade técnica do fornecedor, compõe também a análise o Índice de Valor na Comunidade (IVC), indicador criado pela empresa que reflete a contribuição socioeconômica dos fornecedores para as comunidades. Uma pontuação alta no IVC pode representar um diferencial competitivo para o fornecedor nos processos de contratação.

A metodologia do IVC é baseada em critérios objetivos, com divulgação aos participantes de forma transparente.

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