Neon lança CDB que paga 150% do CDI e agita mercado de renda fixa

Foto por maitree rimthong em Pexels.com

A fintech brasileira Neon colocou no ar um novo CDB planejado com rentabilidade de até 150% do CDI, percentual acima da média oferecida por grandes bancos e até por boa parte das plataformas de investimento.

A oferta chama atenção em um cenário de juros ainda elevados no Brasil, onde o CDI gira próximo à casa dos dois dígitos ao ano.


Quanto rende 150% do CDI?

Com o CDI em torno de 10% ao ano (referência técnica), um CDB pagando 150% do CDI pode alcançar algo próximo de 15% ao ano bruto.

Simulação simples:

  • Aplicação: R$ 10.000
  • Prazo: 12 meses
  • Rentabilidade bruta estimada: ~R$ 1.500
  • IR (17,5% para 1 ano): ~R$ 262
  • Lucro líquido aproximado: ~R$ 1.238
  • Total estimado ao final: ~R$ 11.238

O retorno supera com folga a poupança e CDBs tradicionais de 100% do CDI.


Estratégia da Neon

Ofertas acima de 120% do CDI normalmente têm objetivo claro: captação acelerada de recursos e atração de novos clientes.

No mercado financeiro, taxas agressivas costumam vir acompanhadas de condições específicas, como:

  • Prazo determinado
  • Limite máximo de aplicação
  • Exigência de dinheiro novo
  • Possível ausência de liquidez diária

Por isso, o investidor precisa analisar o regulamento antes de aplicar.


O investimento é seguro?

Por se tratar de CDB, o produto conta com cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para valores de até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira.

O risco está atrelado à saúde financeira do banco emissor, e não à volatilidade de mercado, como ocorre com ações.


Vale a pena?

Para quem busca rendimento acima da média no curto prazo e dentro do limite do FGC, a oferta pode ser interessante como estratégia pontual de rentabilidade.

No entanto, especialistas recomendam não concentrar todo o patrimônio em uma única instituição, mesmo com garantia do FGC.

A movimentação reforça a disputa entre bancos digitais e tradicionais na corrida por recursos em um cenário de juros ainda elevados.

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