Lula prometeu carne barata, mas realidade é outra, após 2 anos

Valor da carne na pecuária já ultrapassa os R$300 no frigorífico
Lula Inácio Lula da Silva / Grok

Quando Lula foi eleito em 2022, uma das promessas mais marcantes de sua campanha foi a de que a carne voltaria ao prato dos brasileiros.

Ele criticava os altos preços da era Bolsonaro e dizia que seu governo traria comida mais barata para o povo. Dois anos depois, a realidade é bem diferente.

Embora o mercado pecuarista tenha apresentado queda no início de sua gestão, os preços já retornaram aos patamares anteriores, frustrando aqueles que esperavam um alívio no bolso. O churrasquinho de fim de semana, que já era um luxo para muitos, segue sendo uma realidade distante para a maioria da população.

De fato, houve uma redução no preço da arroba do boi no início do governo Lula, que chegou a R$150, reflexo de fatores como oferta elevada e redução do consumo interno.

No entanto, essa baixa foi temporária. Hoje, os preços voltaram a subir e a arroba já ultrapassa os R$ 300 em algumas regiões do Pará e do Brasil, pressionando o custo da carne para o consumidor final e o custo de criação.

A promessa de carne mais barata esbarrou em uma série de fatores:

  • Alta carga tributária: O setor pecuário segue pagando altos impostos, impactando o custo final da carne.
  • Valorização das exportações: O Brasil exporta grande parte da sua produção de carne bovina, reduzindo a oferta interna e mantendo os preços elevados.
  • Inflação e custos de produção: O aumento dos insumos, combustíveis e transporte também encarece a carne, afetando diretamente o consumidor.

Poder de compra do brasileiro continua baixo

Outro ponto crítico é que, mesmo nos momentos de queda no preço da carne, a população não sentiu alívio. Enquanto isso, o consumo de carne bovina per capita no Brasil despencou, atingindo 26 kg por pessoa ao ano em 2024, um dos menores índices das últimas décadas.

A narrativa do governo de que a carne voltaria ao prato do brasileiro não se concretizou.

O churrasco de fim de semana, tão tradicional nas famílias brasileiras, continua fora do orçamento para muitos. No fim das contas, o povo segue esperando a promessa ser cumprida, enquanto a realidade do mercado se impõe.

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