Pelo segundo ano seguido, Novo Brasil lidera casos de Leishmaniose em Canaã dos Carajás

Canaã dos Carajás Foto: Seny Lima
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Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 24, pela Secretaria Municipal de Saúde através do Departamento de Vigilância em Saúde de Canaã dos Carajás.

Segundo um levantamento feito de janeiro a agosto de 2019, o número de casos de leishmaniose visceral no município apresentaram uma queda de 50% com relação ao mesmo período do ano passado. Em 2018, quando houve um surto da doença, foram notificados e confirmados 44 casos, em 2019 esse número caiu para 22. “Comparando 2018 com 2019, nós tivemos um grande avanço, porque as nossas ações desenvolvidas no ano passado estão surtindo efeito, tanto nos inquéritos epidemiológicos, como canino e diagnósticos de tratamento das pessoas. Em 2018 nós tivemos um total de 44 casos durante o ano todo, e este ano foi só a metade até o momento”, explicou Douglas Pacheco – Coord. do Departamento de Vigilância em Saúde.

Ainda segundo o relatório, praticamente todas as regiões do município possuem casos confirmados de leishmaniose visceral e, portanto, há a circulação do mosquito vetor em pelo menos 17 bairros, tanto na Zona Urbana quanto Rural. Dessas localidades, o Novo Brasil I e II, pelo segundo ano consecutivo aparecem no topo da lista dos bairros com maior índice de casos diagnosticados de LV, 9 no total. Em segundo lugar vem a Vila Planalto, distrito mais populoso do município, que apresentou 5 casos, em terceiro vem o Centro da cidade com 4 casos confirmados. “Nós fizemos um levantamento de 2016 a 2018 por bairro e nós obtivemos um número que aponta o Novo Brasil como o bairro com maior número de casos e o mais infestado com o mosquito. Esse é o bairro que requer um maior manejo ambiental que se dá através do controle do lixo, a retirada de material orgânico das residências, limpeza dos quintais. Até o momento, em 2019 o Novo Brasil continua liderando o ranking de bairro mais infectado”.

A localização geográfica do Novo Brasil contribui significativamente para esse índice. “Quando essas regiões periféricas que ficam próximas de matas são urbanizadas a tendência é que o mosquito migre da mata para a periferia. Portanto, a tendência é que nos bairros mais periféricos ocorram mais casos da doença em humanos”.

A queda no número de casos em 2019 se dá, segundo Douglas, em razão da conscientização por parte da população. “O serviço que foi de alerta em 2018 virou um serviço de rotina agora em 2019. Ocorre que a população já se habituou com esse serviço e já sabe como é que funciona o fluxo para o diagnóstico da doença”, finalizou.

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