Hana Ghassan deve ser a próxima governadora do Pará e já tem data para participar de evento na nova função

O calendário eleitoral começa a redesenhar, com antecedência, o cenário político no Pará. E um nome surge como consequência direta desse movimento: Hana Ghassan Tuma, atual vice-governadora do estado e secretária de Planejamento e Administração. Nos bastidores, a avaliação é de que a transição no comando do Executivo estadual é apenas uma questão de prazo  e não mais de possibilidade.

No próximo 4 de outubro, cerca de 150 milhões de brasileiros irão às urnas para escolher representantes do Executivo e do Legislativo em âmbito estadual e nacional. A legislação eleitoral impõe regras rígidas para essas disputas, entre elas a chamada desincompatibilização, que obriga ocupantes de determinados cargos públicos a se afastarem das funções com antecedência mínima de seis meses do pleito.

É nesse ponto que entra o governador Helder Barbalho (MDB). Líder em projeções para a corrida ao Senado, Helder deverá deixar o cargo dentro do prazo legal para viabilizar sua candidatura. Com isso, a sucessão ocorre de forma automática: Hana Ghassan assume o governo do Pará.

Servidora pública, contabilista e quadro técnico-político consolidado do MDB, Hana ocupa hoje uma posição estratégica na administração estadual. À frente da Secretaria de Planejamento e Administração, tornou-se uma das principais responsáveis pela engrenagem fiscal, orçamentária e administrativa do governo, o que lhe confere não apenas conhecimento técnico, mas também protagonismo político na transição.

Os sinais de que essa mudança já está no radar ficaram mais explícitos nos últimos dias. Em um vídeo divulgado pelo próprio governador Helder Barbalho, uma fala chamou atenção: ao comentar sobre o Festival do Abacaxi, marcado para o dia 14 de maio, em Floresta do Araguaia, o governador afirmou que estará presente no evento ao lado de Hana já como governadora.

A declaração, ainda que informal, teve forte repercussão política. Para analistas, trata-se de um gesto simbólico que antecipa publicamente uma transição considerada inevitável nos bastidores. Mais do que uma agenda festiva, o evento passa a ser visto como uma possível estreia de Hana Ghassan em compromissos oficiais na nova função.

Se confirmada, a ascensão de Hana ao Palácio dos Despachos ocorre em um momento estratégico: ano pré-eleitoral, com necessidade de manter a estabilidade administrativa e, ao mesmo tempo, sustentar o capital político do grupo que hoje governa o estado. O desafio será equilibrar continuidade, gestão e articulação política.

No Pará, o relógio eleitoral avança. E tudo indica que a próxima governadora já tem nome definido e data marcada para aparecer publicamente no novo papel.

Deixe um comentário

Acompanhe as notícias no WhatsApp





+ MAIS ASSUNTOS