Filmes 100% em Libras em Canaã dos Carajás: mostra e diálogo sobre cinema inclusivo

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Dedicada inteiramente à acessibilidade e ao protagonismo da comunidade surda no audiovisual, a programação “Surdos na Tela: Mostra e Diálogo sobre Cinema Inclusivo” é uma das principais iniciativas de encerramento das atividades da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás em 2025. A sessão desta terça-feira (9) será a partir das 19h e inclui os curtas-metragens de ficção “Encontro com a Mãe D’água”, “Mãe”, “Procissão”, “Matinta”, “A Visita” e o documentário “Dedos que Dizem Poemas”, todos produzidos por Jefter Nery.

As obras valorizam a cultura surda, sua expressão artística e seu papel na produção audiovisual amazônica. A missão do projeto cultural é exibir filmes 100% em LIBRAS, com legendas em português, protagonizados por pessoas surdas e intérpretes da linguagem brasileira para surdos. 

Mas, além da exibição, o projeto promove uma roda de conversa com atores e realizadores surdos, discutindo protagonismo, representatividade e os desafios da produção audiovisual inclusiva. O evento é totalmente acessível, com LIBRAS e legendas, e busca romper barreiras de comunicação, aproximando públicos surdos e ouvintes.

Com essa iniciativa, a ideia é reforçar a importância da inclusão no cinema, mostrando histórias feitas por e para surdos, enquanto inspiram-se novas produções e é ampliado o acesso à cultura surda.

Socialização Literária

Também na terça-feira, ocorreu a Socialização Literária. A atividade foi realizada por meio da contação da história “O Natal de Manuel”, de Ana Maria Machado. A partir da apreciação do enredo, os participantes serão convidados a refletir sobre o verdadeiro significado do Natal, para além dos presentes, luzes e festividades.

O encontro de imaginação, conversa e valorização da literatura reforça a magia desta época tão especial e teve como facilitadora Valeska Barcelos. A produtora cultural Cleidiane dos Santos ressalta que a Sala de Leitura da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás desenvolve, ao longo do ano, práticas educativas que estimulam o contato com os livros, a troca entre os participantes e o fortalecimento de vínculos. 

“Esses encontros se consolidam como parte fundamental da formação leitora, da convivência e da construção de uma comunidade mais integrada e consciente”, diz. Para Cleidiane, a socialização por meio do livro e da leitura é uma das formas mais potentes de promover encontros, ampliar horizontes e fortalecer vínculos entre as pessoas.

“Quando criamos um espaço coletivo de leitura, permitimos que diferentes vozes, trajetórias e saberes se reconheçam e dialoguem entre si. A leitura desperta curiosidade, sensibilidade e pensamento crítico, convidando cada participante a refletir sobre si, sobre o outro e sobre o mundo. As ações que realizamos aqui buscam estimular o hábito leitor, mas também favorecer a construção de uma comunidade mais acolhedora, participativa e consciente”, pondera. 

O livro, nesse contexto, se torna instrumento de inclusão, pertencimento e transformação social. “Investir em práticas de leitura compartilhada é investir em desenvolvimento humano, em uma educação que valoriza a troca, o respeito e a formação integral”, conclui Cleidiane.–

Projeto “Encontrei História Nesse Chão” viaja ao passado na Casa da Cultura de Canaã dos Carajás

Projeto de educação patrimonial promove simulações de escavações e troca de aprendizados sobre sítios arqueológicos com o público infanto-juvenil

No dia 10 de dezembro, quarta-feira, a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás convida o público a visitar o passado do município. O projeto “Encontrei História Nesse Chão” é uma atividade voltada para crianças e adolescentes, com o objetivo de envolver os participantes em simulações de escavações arqueológicas, rodas educativas e palestras sobre os sítios arqueológicos da região de Carajás.

Ministrado pela produtora cultural Mariana Farnese, o projeto começou no município de Parauapebas (PA), uma parceria entre a Sapo de Vidro Produções e a Associação Casa Viva Amazônia. “Ele (projeto Encontrei História Nesse Chão) faz parte de um projeto maior, de educação patrimonial. A gente está fazendo só uma parte desse projeto, com uma palestra mais resumida e uma simulação de escavação, para passar para as crianças noções sobre educação patrimonial e a importância do conhecimento das tecnologias ancestrais”, explica Mariana.

Após a experiência em Parauapebas, Mariana decidiu ir além e inscreveu o projeto no edital Casa Aberta Amazônia Paraense. Vencedora da seleção, ela destaca que os ensinamentos da iniciativa geralmente se expandem para além das atividades planejadas. Muitas crianças e adolescentes desenvolvem a curiosidade de buscar informações sobre o território, alinhadas a conhecimentos teóricos e educacionais.

“A gente sempre tem expectativa muito legal sobre esse projeto, porque ele é muito bonito, e sempre traz muita curiosidade para as crianças. Então, é comum que elas busquem mais informações sobre história, geografia, sobre o meio ambiente, sobre biologia. Isso também provoca outros conhecimentos”, comenta a produtora cultural.

Após as atividades do projeto Encontrei História Nesse Chão, a expectativa é que crianças e adolescentes possam se aproximar da memória e da história do território de Canaã dos Carajás, como forma de preservá-lo e, também, possam aprofundar as relações de pertencimento ao local que habitam.

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