A filha de um comerciante da Rua José Meneguel, do centro comercial de Canaã dos Carajás, denunciou, através das redes sociais, o abuso que donos de estabelecimentos estão sofrendo com excesso de pedintes na região. Segundo a carta aberta divulgada, a situação está prejudicando os negócios e afastando clientes.
A “Cidade Prometida” ou “Canaã de Açúcar”, que tanto cresce e nos proporciona o melhor desta terra, em outros pontos está nos deixando sem saída. Dependentes químicos e alcoólatras que sobrevivem nas redondezas pedem dinheiro constantemente e caso o comerciante não forneça o dinheiro ou peçam para se retirarem, eles praticam ameaças e o de vandalismo”, começa a carta.
Segundo informações, é comum a presença de usuários de álcool e outras drogas nas intermediações do antigo mercado municipal. No entanto, recentemente, a abordagem desses pedintes se tornou agressiva e vingativa para alguns comerciantes do setor.
A advogada Luana de Abreu, autora do post, detalhou à reportagem do Portal Canaã, que o pai, dono de um estabelecimento há 15 anos, está desanimado com a situação, devido às constantes ameaças.
“O pessoal fica pedindo dinheiro, entrando o tempo todo no estabelecimento. Se fosse só pedir, não tem problema nenhum, só que o ‘pedir dinheiro’ é tipo uma ameaça. Se você se recusa a dar o dinheiro, ou eles te agridem, ou revidam de outra forma”, explicou.
Luana de Abreu contou que em uma das ocasiões, uma usuária usou cacos de vidro para furar os pneus do carro do seu pai, após ter sido importunado inúmeras vezes no dia e se recusar a atender ao pedido da pedinte. Ela denuncia que o caso se tornou insustentável e mesmo realizando boletins de ocorrência, não há apoio ou ação do poder público local.
Em outro momento, câmeras de vigilância flagraram o momento em que um homem defeca nas mãos e suja as paredes do estabelecimento em questão. “Não sei se por maldade ou doença mental, o homem defeca nas mãos e simplesmente suja as paredes do estabelecimento do meu pai, que ao acordar e ir trabalhar, teve que lavar todas as paredes onde o indivíduo sujou com fezes”, relatou.
Diante da situação, a advogada iniciou o processo para formalizar uma solicitação junto à Prefeitura Municipal.









