O financiamento coletivo eleitoral, conhecido popularmente como “vaquinha online”, começou a movimentar cifras altas nas eleições de 2026. Dados divulgados pela plataforma QueroApoiar mostram que alguns pré-candidatos já ultrapassaram a marca de R$ 200 mil em arrecadação digital mesmo antes do início oficial da campanha.
Entre os destaques nacionais está Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República, que lidera o ranking da plataforma com mais de R$ 351 mil arrecadados e mais de 5,5 mil apoiadores. Logo atrás aparece Jones Manoel, pré-candidato a deputado federal pelo PSOL de Pernambuco, com mais de R$ 237 mil em contribuições online.
Outro nome que aparece entre os maiores arrecadadores é Marcel van Hattem, pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, que já soma mais de R$ 202 mil em doações digitais. Humberto Matos, pré-candidato a deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, também aparece no ranking com quase R$ 93 mil arrecadados.
A arrecadação via financiamento coletivo foi autorizada pela Justiça Eleitoral após a reforma política e pode ser realizada desde 15 de maio até o dia da eleição, desde que por plataformas homologadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o TSE, as plataformas devem seguir regras rígidas de transparência, identificação de doadores e prestação de contas. As contribuições só podem ser feitas por pessoas físicas e precisam ser registradas oficialmente na contabilidade eleitoral.
A plataforma QueroApoiar afirma ser homologada pelo TSE e informa operar com doações via Pix, cartão e boleto. Atualmente, mais de 580 campanhas utilizam o sistema, segundo dados da própria empresa.
Ranking dos maiores arrecadadores online até o momento
| Pré-candidato | Cargo | Partido | Valor arrecadado |
|---|---|---|---|
| Renan Santos | Presidente | Missão | R$ 351.909,86 |
| Jones Manoel | Deputado Federal | PSOL | R$ 237.142,73 |
| Marcel van Hattem | Senador | Novo | R$ 202.260,08 |
| Humberto Matos | Deputado Estadual | PCdoB | R$ 92.838,16 |
Especialistas avaliam que o crescimento das “vaquinhas eleitorais” reforça o peso das redes sociais e da mobilização digital nas eleições de 2026. Candidatos com forte presença online conseguem transformar engajamento em arrecadação financeira, reduzindo dependência de estruturas partidárias tradicionais.
O modelo também amplia a participação direta dos eleitores no financiamento político, algo que ganhou espaço após a proibição das doações empresariais para campanhas eleitorais no Brasil.






