A queda na popularidade do presidente Lula acendeu o sinal vermelho no Palácio do Planalto. Segundo o Datafolha, a aprovação do governo caiu para 24%, enquanto a reprovação subiu para 41%. O aumento da inflação e a alta nos preços dos alimentos, como o café, que subiu quase 40% no último ano, são fatores que têm desgastado a imagem do governo, especialmente no Nordeste, onde Lula perdeu 16 pontos.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro mantém forte influência política. O ex-presidente reuniu milhares de apoiadores em Copacabana, reforçando sua base e criticando as investigações contra ele, o que preocupa o governo.
Para tentar reverter o cenário, o governo Lula adotou medidas como:
- Aumento do Bolsa Família;
- Redução de impostos sobre alimentos básicos;
- Investimentos em infraestrutura;
- Melhoria na comunicação com a população;
- Aproximação com o Congresso para evitar derrotas.
Oposição se movimenta para explorar crise do governo
A oposição, liderada por Bolsonaro e aliados, tem aproveitado o desgaste do governo para reforçar seu discurso contra Lula e anistia pelos presos do 8 de janeiro, que também pode beneficiar Bolsonaro.
Um dos maiores desafios da oposição é a inelegibilidade de Bolsonaro, que, apesar de manter forte influência, não pode concorrer em 2026. Mesmo com a expectativa de reverter essa situação na Justiça, aliados já avaliam um plano B. Entre os nomes cogitados para representar a direita nas eleições presidenciais, figuram governadores, senadores e outros políticos de peso que possam herdar o capital político de Bolsonaro.
No Congresso, a oposição tem dificultado a aprovação de medidas econômicas do governo e pressionado para a abertura de investigações sobre gastos públicos e políticas adotadas pelo Planalto. Nos bastidores, Bolsonaro e outros líderes já discutem estratégias para as eleições de 2026, buscando eleger aliados estratégicos para fortalecer a direita e viabilizar um nome competitivo na disputa presidencial.
Os próximos meses serão decisivos para definir o futuro do governo e as eleições de 2026.







