Dark Horse: quem é quem no filme do Bolsonaro

Presidente divulga aprovação com fotos em um carro /Reprodução
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A escalação de Dark Horse (2026), cinebiografia oficial de Jair Bolsonaro, mistura atores internacionais de forte identidade conservadora com nomes brasileiros alinhados ao bolsonarismo. Conheça os principais intérpretes e o que representam:

Jim Caviezel – Jair Bolsonaro 57 anos, norte-americano. Ícone do cinema cristão-conservador após interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson. Nos últimos anos, Caviezel tornou-se figura central da direita radical nos EUA: defendeu publicamente teorias QAnon, criticou vacinas contra Covid-19 como “marca da besta” e participou de eventos ao lado de Donald Trump e Michael Flynn. Sua escalação foi celebrada por perfis bolsonaristas desde 2022 e agora se concretiza.

Marcus Ornellas – Flávio Bolsonaro 42 anos, ator mexicano radicado no Brasil desde 2010. Conhecido por papéis em novelas da Record e SBT (Vitória, Jesus). Publicamente alinhado à direita: em 2022 declarou voto em Bolsonaro e participou de manifestações pró-governo.

Sérgio Barreto – Carlos Bolsonaro Ator brasileiro pouco conhecido do grande público, com carreira majoritariamente no teatro carioca. Escolha simbólica: Barreto é amigo pessoal de Carlos Bolsonaro há anos e já havia sido cotado para interpretá-lo em projetos amadores de curta-metragem bolsonaristas.

Eddie Finlay – Eduardo Bolsonaro Ator norte-americano de origem irlandesa, 30 anos, residente em Orlando (FL). Atuou em produções independentes cristãs e em séries da Pure Flix. É seguidor declarado de Eduardo Bolsonaro no Instagram desde 2019 e já gravou vídeos em português elogiando o deputado.

Outros nomes confirmados

  • Lynn Collins (EUA) – papel ainda não revelado (especula-se Michelle Bolsonaro).
  • Esai Morales (EUA, de origem porto-riquenha) – antagonista político (provável figura da esquerda brasileira).
  • Felipe Folgosi – ex-deputado aliado.
  • Biaka Fernandes – influenciadora digital bolsonarista em participação especial.

Ausências notáveis Nenhum ator de peso do cinema brasileiro de centro ou esquerda aceitou participar. A produção optou deliberadamente por um elenco que já manifesta apoio público ao ex-presidente ou que circula em circuitos conservadores internacionais, reforçando a leitura do filme como peça de nicho ideológico.

Com filmagens em andamento, Dark Horse consolida-se como um dos projetos mais polarizados da história recente do audiovisual brasileiro – e seu elenco é a primeira e mais clara declaração de intenções.

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