Dark Horse: A cinebiografia oficial de Jair Bolsonaro chega às telas em 2026

Jair Bolsonaro em Copacabana
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Iniciadas em 20 de novembro de 2025 em São Paulo e na região serrana entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, as filmagens de Dark Horse (título provisório em inglês, “O Azarão”) marcam o primeiro longa-metragem biográfico autorizado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com estreia prevista para o segundo semestre de 2026 – próximo ao período eleitoral americano e às eleições municipais brasileiras –, o filme é produzido de forma independente, com orçamento estimado em valores modestos e foco em locações reais.

Equipe e abordagem narrativa Direção: Cyrus Nowrasteh (EUA), cineasta de filmes de temática histórica e religiosa (O Apedrejamento de Soraya M., 2008; O Jovem Messias, 2016). Roteiro: Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro e estreante como roteirista de longa-metragem. A trama adota a estrutura clássica da “jornada do herói”, iniciando na juventude militar de Bolsonaro, passando pela carreira parlamentar de 28 anos e culminando na campanha presidencial de 2018. O atentado sofrido em 6 de setembro de 2018 em Juiz de Fora (MG) é o eixo dramático central, retratado como ponto de virada e suposta conspiração orquestrada por adversários políticos e organizações criminosas.

Elenco confirmado

  • Jair Bolsonaro: Jim Caviezel (57 anos), ator norte-americano conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo (2004) e protagonista de Som da Liberdade (2023).
  • Flávio Bolsonaro: Marcus Ornellas (ator mexicano radicado no Brasil).
  • Carlos Bolsonaro: Sérgio Barreto.
  • Eduardo Bolsonaro: Eddie Finlay (EUA). Os papéis de Michelle Bolsonaro e Laura Bolsonaro ainda não foram divulgados.

Contexto político O lançamento ocorre em momento delicado: desde agosto de 2025, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica após condenação em primeira instância a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, em processo relacionado aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Críticos classificam o filme como peça de propaganda; apoiadores o veem como registro histórico e ato de resistência.

Com distribuição ainda em negociação, Dark Horse já desperta polarização antes mesmo da finalização das filmagens, reforçando a tendência global de cinebiografias políticas como instrumentos de memória e disputa narrativa.

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