A insegurança no Pará está atingindo patamares insustentáveis. O cidadão de bem e empreendedor, que trabalha e gera emprego e renda, está à mercê da criminalidade. Não tem saída: o jeito é labutar com muito suor para, ao final do dia, os malas sem alça chegarem mandando parar tudo para catar o lucro e dar no pé. Isso quando não tiram a vida de pais de família.

O caso deste vídeo, em que a dupla de pilantras armados ataca um comércio de venda de açaí, aconteceu em São Miguel do Guamá na noite de ontem, sexta-feira (2), mas poderia ter ocorrido em Novo Repartimento, em Marabá, em Santarém, em Ananindeua, em Belém, em Bannach, em qualquer lugar deste estado rico, de povo trabalhador, mas refém da insegurança patrocinada pelas autoridades incompetentes, que deveriam ter o mínimo de piedade e fazer — na realidade, sem papo furado ou propaganda mentirosa — investimentos em segurança pública.

No Pará, os ladrões roubam a cena, literalmente, e prosperam em quantidade e modalidade de crimes. Lamentavelmente, os fora da lei dão uma senhora aula nos governantes de como deixar um estado lançado ao próprio azar. E a sociedade vive na pele e paga o pato, incólume, sem poder se defender.
Ao longo deste ano, de acordo com o Orçamento Geral do Estado, é previsto que o Pará arrecade a incrível fortuna de aproximadamente R$ 22,85 bilhões. A previsão de “investimentos” em segurança pública é de R$ 2,41 bilhões. Mas será mesmo que esse dinheiro chegará à finalidade?

Não por acaso, mesmo tão rico financeiramente, o Pará herda indicadores vexatórios de criminalidade, com taxas de homicídio superior à de muitos países em guerra. Só Deus para ter misericórdia. (Redação Novo Pará)